Curitiba - O Senado Federal aprovou ontem, em votação simbólica, o empréstimo de US$ 60 milhões (aproximadamente R$ 144 milhões) do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) ao governo do Paraná. A liberação da linha de crédito já tinha passado no dia anterior pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa. A resolução deve ser promulgada na edição de hoje ou de amanhã do Diário Oficial da União. Depois, o Senado enviará ofícios ao Executivo estadual, ao Tribunal de Contas (TC) do Estado e à Casa Civil da Presidência da República oficializando a operação.
Em plenário, apenas Roberto Requião (PMDB) se posicionou contra a operação. Anteontem, quando a CAE analisou a matéria, ele estava em Montevidéu, no Uruguai, participando de uma reunião do Parlamento do Mercosul (Parlasul), motivo pelo qual não votou. "Em defesa do povo do Paraná, voto contra", discursou ontem o senador, acrescentando que "se o governador (Beto Richa) não desbaratasse o erário de forma perdulária e irresponsável, não haveria necessidade desse empréstimo". Os demais senadores paranaenses, Gleisi Hoffmann (PT) e Alvaro Dias (PSDB), foram favoráveis ao empréstimo.
Segundo o Palácio Iguaçu, os recursos serão utilizados no Programa "Família Paranaense", de inclusão social e requalificação urbana. Mais de 350 prefeituras assinaram o termo de adesão para executar as ações, que já atenderam cerca de 20 mil famílias. A contrapartida estadual será de R$ 96 milhões.
O Paraná aguarda o aval outros três empréstimos internacionais, no valor de R$ 1,7 bilhão. Conforme o Executivo, dois pedidos – de R$ 161,3 milhões para o Programa Paraná Seguro e R$ 20,4 milhões para gestão fiscal (Profisco) – já foram aprovados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Outra solicitação, de R$ 1,3 bilhão, junto ao Credit Suisse, está sob análise da STN e precisa ser remitida à Casa Civil.
Há ainda dois pedidos de financiamentos, no valor de
R$ 950 milhões, que não dependem de aprovação do Senado. São R$ 250 milhões para o Fundo de Desenvolvimento Estadual. Parte das verbas,
R$ 65 milhões, será usada na conclusão da Arena da Baixada, confirmada na terça-feira como uma das 12 sedes da Copa do Mundo. Outro empréstimo, de R$ 700 milhões, junto ao BNDES e à Caixa Econômica Federal (CEF), será para as obras do metrô de Curitiba.

mockup