Senado aprova cassação de Delcídio por 74 votos a 0
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terça-feira, 10 de maio de 2016
Mariana Haubert e Débora Álvares<br>Folhapress 
Brasília - Em uma sessão rápida e com quase nenhum debate, ao menos sobre o caso em questão, o Senado aprovou na noite de ontem a cassação do mandato do senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) por quebra de decoro parlamentar por 74 votos favoráveis e 1 abstenção. Nenhum senador votou contra. Ele fica, a partir de agora, inelegível por oito anos, embora a defesa do senador prometa recorrer à Justiça da decisão dessa noite.
Conforme o rito estabelecido, primeiro falaram os dois relatores do processo no Senado. Telmário Mota (PDT-RR), que elaborou o parecer no Conselho de Ética, e Ricardo Ferraço (PSDB-ES), na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
Depois foi a vez de Randolfe Rodrigues (Rede-AP), representando o partido autor da representação que pediu a cassação do senador.
Embora tenha sido dado tempo para a manifestação da defesa, Delcídio e seus advogados não compareceram à sessão. Para que fosse escolhido um defensor dativo, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), suspendeu os trabalhos por alguns minutos. Quem leu a defesa de Delcídio foi Danilo Aguiar, consultor-geral do Senado. Ele reiterou os argumentos utilizados pelos advogados do senador nos colegiados na tribuna do plenário.
Após cinco meses e meio afastado do Senado por ter sido preso pela Operação Lava Jato, Delcídio voltou à Casa pela primeira vez na segunda para se defender pessoalmente na reunião da CCJ que analisava a constitucionalidade e juridicidade do processo contra ele. Ele e seus advogados saíram da reunião convencidos de que o senador teria mais tempo de sobrevida porque a comissão havia adiado a decisão para pedir à Procuradoria-Geral da República informações sobre o aditamento feito à denúncia contra o senador junto ao Supremo Tribunal Federal na semana passada.


