Senado afasta Dilma e Temer assume governo
A presidente Dilma Rousseff (PT) foi afastada do cargo pelo Senado, na manhã da última quinta-feira, após mais de 21 horas de sessão. Foram 55 votos contra Dilma e 22 a favor. Dos três senadores paranaenses, somente Alvaro Dias (PV) foi favorável ao afastamento da petista; Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT) votaram contra.
Dilma é a segunda chefe de Estado a enfrentar formalmente um processo de impeachment desde a redemocratização, 24 anos após Fernando Collor. O vice Michel Temer (PMDB), que assumiu o governo do País interinamente, é o 42ª a ocupar o cargo de presidente da República.
O Senado terá agora até 180 dias para julgar o mérito da acusação contra a presidente. Se o placar dessa votação for repetido quando o Senado julgar o mérito da acusação contra a presidente, em até 180 dias, chegará ao fim definitivo esta era do PT no poder. Isso porque são necessários, nessa etapa, 54 votos para Dilma perder o mandato presidencial.
Em seu primeiro discurso como presidente interino, Michel Temer pediu apoio ao setor privado e à classe política para as medidas e reformas para retomar o crescimento do País. Além de defender que a Operação Lava Jato e a manutenção dos programas sociais do governo petista, Temer apresentou um ministério com 23 pastas contra 32 da gestão Dilma. Em sua despedida, Dilma voltou a afirmar que não cometeu crime e é "vítima de golpe". A petista disse ainda que pretende "lutar até o fim" para tentar recuperar seu mandato.
Dilma é acusada de editar decretos de créditos suplementares sem aval do Congresso e de usar verba de bancos federais em programas do Tesouro, as chamadas "pedaladas fiscais". Sua defesa entende que não há elementos para o afastamento.
Processo de restauração da democracia e do estado de direito em países ou regiões que passaram por um período de autoritarismo ou ditadura.
Iniciada com a posse de Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, que se reelegeu novamente, seguido de Dilma Roussef, que também se reelegeu.
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





