A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou ontem, novamente, a votação da emenda constitucional que acaba com a categoria dos juízes classistas. A proposta está tramitando há quatro anos. Já esteve no plenário para ser votada, mas prevaleceu na ocasião a estratégia armada pela senadora Emília Fernandes (PDT-RS), do bloco da oposição, e por outros defensores dos classistas. Eles apresentam requerimentos e outros mecanismos capazes de adiar a votação.
Os classistas atuam na Justiça trabalhista, sem necessidade de dispor de conhecimentos jurídicos. De acordo com o relator Jefferson Péres (PDT-AM), ao longo de 50 anos em que existe essa figura, ‘‘ficou comprovada que ela tem pouca utilidade na solução dos conflitos trabalhistas’’. Os nomes para o cargo são indicados por entidades classistas patronais e dos trabalhadores.
O relator destacou dados atualizados do Tribunal Superior do Trabalho, que apontam o alto custo na manutenção dos classistas. Os que estão em atividades custam aos cofres públicos cerca de R$ 127 milhões; os aposentados consomem R$ 96 milhões.

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