Os senadores da CPI dos Bancos adiaram a decisão sobre o pedido de cancelamento da operação de socorro aos bancos Marka e FonteCindam, assumida pelo Banco Central logo depois da mudança da política cambial. Numa reunião fechada, realizada antes dos depoimentos de assessores do BC à CPI, os senadores consideraram o momento ‘‘impróprio’’ para propor a anulação da operação, sem ouvir todas as testemunhas do Banco Central, além da direção da Bolsa de Mercadorias & Futuro (MB&F).
A CPI poderá deixar para o final dos trabalhos a votação do requerimento do senador Pedro Simon (PMDB-RS) para oficiar o Ministério Público Federal a pedir o cancelamento da operação de socorro feita pelo BC. Se a comissão decidir ainda elaborar relatórios parciais sobre resultados das investigações sobre o sistema financeiro, poderá incluir essa decisão, observou o senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE), um dos participantes da reunião secreta de ontem que discordaram do pedido de anulação da operação, neste momento. ‘‘Temos que, pelo menos, ouvir os depoimentos da direção da BM&F marcados para quinta-feira’’, justificou Alcântara.
O presidente interino da comissão, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF), foi o primeiro a contestar a proposta de Simon, que na véspera foi defendida pelo relator da CPI, João Alberto (PMDB-MA). ‘‘É preciso concluir os trabalhos, ver se as operações foram regulares ou não, para só depois decidir o que fazer, se cancelar ou não a operação’’, argumentou Arruda.

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