Seminário quer propor modelo de reforma política
Uma das alternativas para que as próximas eleições não repitam um modelo baseado quase que unicamente em fortes estratégias de marketing, considera a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), é a propalada - porém não executada ainda no Congresso Nacional - reforma política. O primeiro passo para implementá-la, segundo o presidente nacional da entidade, Ophir Cavalcante, é saber da própria sociedade quais pontos são importantes, sem deixá-los, portanto, ao crivo único dos parlamentares e do próximo presidente da República. Para tanto, a OAB comanda, entre os dias 16 e 18 do mês que vem, em Brasília, um seminário sobre a reforma ao qual são esperadas entidades dos mais diversos setores - da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) à Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
Na pauta dos painéis que comporão o evento, e nos quais estarão, em cada um, as figuras de político, jurista, cientista político e representantes das entidades, serão debatidos temas como reeleição, voto distrital - puro e misto -, obrigatório e facultativo, fidelidade partidária e financiamento público de campanhas. ''A ideia é que no mês de novembro, mesmo, a OAB e as outras entidades entreguem ao presidente eleito uma proposta de reforma política. O que não podemos é partir da premissa de que quem possa fazer exclusivamente a reforma é o Congresso que, naturalmente, pode promover uma reforma sem mexer em temas importantes até por uma questão de acomodação natural'', ponderou o vice-presidente nacional da OAB, o londrinense Alberto de Paula Machado.
Indagado sobre que aspectos a futura reforma pode impactar tendo por base, agora, uma campanha presidencial de segundo turno baseada, sobretudo, em ataques e comparações de governos passados, Machado resumiu: ''Alguns aspectos a lei até pode disciplinar. Mas quando se vê que foi uma campanha sem propostas objetivas para educação, saúde e segurança pública, isso não se resolve por lei, mas pela maturidade do eleitor e pela qualidade do debate político''. (J.G.)





