Após quarenta e sete sessões ordinárias, 282 projetos protocolados, dezenas aprovados e cinco pedidos de abertura de investigação contra o Executivo, a Câmara de Vereadores inicia oficialmente amanhã o período de recesso parlamentar. Até o dia 2 de agosto as sessões estarão suspensas, mas os trabalhos na Casa continuam. Ao que tudo indica, o próximo semestre será ainda mais pesado no Legislativo.
Na opinião do presidente interino da Mesa Executiva da Casa, Rony Alves (PTB), o semestre foi marcado especialmente pela intensiva fiscalização ao Executivo. ''Eu entendo que o papel do Legislativo é muito mais do que ficar fazendo leis, e o mais importante é que temos a capacidade e a estrutura para fazer essa fiscalização efetiva. E isso é importante para evitar qualquer tipo de desmando econômico e social e mantermos o equilíbrio na sociedade'', ressaltou.
Somente nesse semestre da Câmara foram discutidas e abertas duas Comissões Especiais de Inquérito (CEI) pelos parlamentares - uma para apurar possíveis irregularidades entre os contratos da Prefeitura com a empresa de segurança Centronic e outra para apurar o termo de parceria entre a administração e as oscips Gálatas e Atlântico, que prestavam serviços de saúde na cidade - as duas em andamento. Foi rejeitado o relatório da primeira CEI aberta na Casa, para apurar o treinamento e a criação da Guarda Municipal, também foi arquivada uma denúncia de promoção pessoal contra o prefeito Barbosa Neto (PDT), além de ter sido protocolada um pedido de abertura de Comissão Processante (CP) contra o prefeito por conta dos problemas na saúde e voltar a discussão da CP da Guarda.
Para o segundo semestre os vereadores terão ainda mais trabalho, já que até outubro a discussão do número de vereadores na Casa tem que ser discutida e aprovada, todas as investigações devem apresentar seus relatórios finais e todos os projetos do plano diretor entrarão na pauta de discussão. Como a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) foi devidamente discutida e aprovada pelo Legislativo, a Lei Orçamentária Anual (LOA) tem que necessariamente ser aprovada até a última sessão do segundo semestre. A principal preocupação dos vereadores no início do próximo semestre será com os projetos do plano diretor. ''Marcamos várias audiências públicas para discutir esse assunto e não vai ser fácil. Vai ser um segundo semestre de trabalhos exaustivos'', finalizou.

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