Faltando seis sessões para o início do recesso, em 15 de julho, a Câmara Municipal de Londrina praticamente não tem projetos polêmicos ou urgentes em pauta. A pressa é apenas para a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que deve ser feita antes do recesso. A audiência pública já foi realizada e agora a Comissão de Finanças irá analisar eventuais emendas dos vereadores.
Também havia pressa na votação do Plano Diretor, mas os dois últimos projetos complementares – Uso e Ocupação do Solo e Sistema Viário – somente devem chegar oficialmente à Câmara no segundo semestre. Quanto aos projetos do Executivo, a Câmara já aprovou os mais polêmicos do semestre, como o que permite ao município levar a protesto os devedores de IPTU e ISS.
Para o presidente do Legislativo, Rony Alves (PTB), a "pauta fraca" não é um dado negativo, mas, demonstra uma "mudança de mentalidade do vereador londrinense". "O vereador está exercitando seus outros papéis institucionais, como fiscalizar o Executivo e se aproximar da comunidade", avaliou. "Antes, havia muitos projetos, mas, talvez, alguns com pouca efetividade prática. Agora, os vereadores estão apresentando projetos que possam efetivamente se transformar em boas leis."
Na busca pela "aproximação com a comunidade", o presidente da Câmara destacou o papel das comissões internas especiais e permanentes. Lembrou que os vereadores formaram comissões especiais para trabalhar na busca de soluções para os distritos rurais, especialmente, falta de segurança e problemas na saúde e educação, e para o Residencial Vista Bela (zona norte), que não dispõe de escola, creche ou posto de saúde.
Internamente, três comissões estão trabalhando: uma revê o Regimento Interno da Câmara, avaliando a possibilidade de reduzir os gastos com horas extras ao criar um banco de horas para os servidores do Legislativo; outra avalia leis municipais aprovadas nos últimos dez anos que são desnecessárias ou que não estão sendo cumpridas; e a terceira estuda mudanças no plano de cargos, carreiras e salários (PCCS) do funcionalismo para impedir que servidores continuem recebendo promoções por cursos sem qualquer relação com a função legislativa.
"Nesta perspectiva, a Câmara também participou de debates importantes, como a regulamentação da Zona Azul, a tarifa do transporte coletivo e a PEC 37", concluiu Rony.

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