A semana deverá ser agitada em Brasília. Já na terça-feira, Jader Barbalho deverá anunciar sua renúncia à presidência do Senado. Em seguida, Edson Lobão (PFL-MA) assumirá interinamente o cargo mais uma vez e convocará nova eleição. A presidência deverá ficar com o PMDB, como ficou acertado no acordo entre os partidos da base governista.

Os nomes mais cotados são os de José Sarney (PMDB-AP) e José Alencar (PMDB-MG). No entanto, outros nomes correm por fora na sucessão de Jader. Estão no páreo, por exemplo, José Fogaça (PMDB-RS), Ney Suassuna (PMDB-PB) e Fernando Bezerra (PMDB-RN). A eleição deverá acontecer no dia seguinte da renúncia de Jader, ou seja, na quarta-feira.

No dia seguinte, quinta-feira, às 9 horas, o Conselho de Ética deve votar o relatório final da comissão especial que investigou o envolvimento de Jader Barbalho com o desvio de recursos públicos do Banco do Estado do Pará (Banpará). A aprovação por nove votos a cinco na última quarta-feira de uma indicação contra a volta do senador paraense à presidência é um indicativo de que o relatório deverá ser aprovado. O parecer da comissão pede a abertura de processo contra Jader por quebra do decoro parlamentar.

Se o relatório for aprovado, será encaminhado à Mesa Diretora, que poderá ou não confirmar a abertura do processo e remeter o documento de volta ao conselho. Esse seria o último momento para Jader renunciar ao mandato de senador e evitar a inelegibilidade por oito anos. Ele, porém, já deu sinais de que não pensa em abdicar do mandato.

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