A semana no Congresso deverá ser reservada mais a articulações do que a votações. Na Câmara, os líderes governistas tentarão chegar a um acordo sobre o polêmico projeto que regulamenta os planos de saúde. No Senado, que recebeu críticas por ter aprovado privilégios para aposentadoria de magistrados na reforma da Previdência, os senadores votam quarta-feira o projeto que propõe a extinção, em fevereiro de 1999, do Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC) e cria em seu lugar o Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC).
Depois de esgotar a votação da lei eleitoral na Câmara, os líderes políticos irão juntar forças para a retomada da reforma administrativa. Parada há meses na Câmara, depois de uma tumultuada e lenta votação em primeiro turno, a reforma precisa ser aprovada em segundo turno. Antes de ser levado novamente ao plenário, o texto da reforma precisa passar por uma sistematização de redação, porque muitos itens da emenda foram retirados ou alterados no plenário.
Uma dúvida dos parlamentares é se teria sido derrubado em plenário o artigo que extinguia o Regime Jurídico Único dos Servidores, como queria o governo. O vice-líder do governo, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), acredita que sim, mas admite que a questão é polêmica. ‘‘Deverá ser uma longa batalha regimental que pode levar inclusive a uma demanda judicial’’. A comissão especial da reforma administrativa tentará chegar a um acordo sobre o texto na quarta-feira.
Outra questão terá a atenção dos parlamentares esta semana: acaba na próxima sexta-feira o prazo de filiação a partidos para concorrer nas eleições de 1998. Muitas filiações já se concretizaram na semana passada, como a do ex-ministro Ciro Gomes ao PPS, levando para a legenda três deputados do Ceará e um de São Paulo. Na Câmara, está prevista para quarta-feira uma reunião da comissão especial para discutir os termos da reforma tributária.
Os deputados poderão ainda votar na quinta-feira o projeto do deputado José Coimbra (PTB-SP) que trata das cirurgias para mudança de sexo. A proposta, que permite que este tipo de cirurgia seja feita em hospitais públicos, foi aprovada sem maiores resistências na comissão.

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