Semana de mudanças na bancada do PMDB
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domingo, 02 de abril de 2006
Catarina Scortecci<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A partir de hoje, a Assembléia Legislativa do Paraná começa a sofrer mudanças em função daqueles que desejam se candidatar nas próximas eleições, em outubro. Na última sexta-feira, data limite para que pré-candidatos a deputado saíssem dos cargos de secretários de Estado, ficou confirmada a volta dos parlamentares Caíto Quintana, Vanderlei Iensen e Edson Strapasson à Casa. Pela lei complementar nº 64, de 1990, deputados estaduais e federais não precisam se afastar da atual ocupação caso queiram novamente concorrer aos cargos.
Com o retorno de Caíto Quintana, antes à frente da Casa Civil na equipe do governador Roberto Requião (PMDB), sai o suplente Ademir Bier. Assim como César Seleme dará lugar a Vanderlei Iensen, que exercia a função de chefe de gabinete de Requião. A surpresa, porém, fica por conta da chegada de Edson Strapasson: ao invés da natural saída do suplente Antonio Anibelli, o deputado peemedebista Mário Sérgio Bradock é quem deverá deixar espaço para o companheiro de legenda, que até sexta-feira era secretário especial de Assuntos da Região Metropolitana.
Conforme divulgado pela assessoria da Casa na sexta-feira, o deputado Bradock apresentou pedido de licença dos trabalhos legislativos, em princípio, por 60 dias. No final de março, após a maioria dos deputados ter escolhido o nome do vice-governador Orlando Pessuti para a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas (TC), Bradock disse que sofreu retaliações do próprio partido.
Mesmo horas antes da votação, o presidente do PMDB no Paraná, deputado estadual Dobrandino da Silva, ainda tentava convencer Bradock a desistir da candidatura ao TC, para que o candidato preferido da bancada governista, Orlando Pessuti, pudesse garantir vitória já no primeiro turno. Bradock, no entanto, não desistiu da disputa, e chegou até a receber cinco votos. O vice-governador foi eleito com o mínimo de votos necessários para impedir um segundo turno.
Dias depois da votação, Bradock informou ter recebido do secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, um documento que solicitava o retorno do seu chefe de gabinete, o escrivão cedido à Assembléia Legislativa Adriano Merosik, aos quadros da Polícia Civil. Na época, o governo negou que se tratava de retaliação. A justificativa oficial do pedido de licença é que Bradock aproveitaria o tempo livre para rever seu reduto eleitoral nos municípios do Noroeste, Norte Pioneiro e da Região Metropolitana.


