Sem votação da reforma da Previdência, governo define pauta alternativa
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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
Marcelo Brandão<br>Agência Brasil 

Ministros e líderes do governo no Congresso anunciaram na noite de segunda-feira (19) a pauta prioritária do governo. Com a decisão pela intervenção federal no Rio de Janeiro, que impossibilita a votação de qualquer proposta de emenda à Constituição, como é o caso da reforma da Previdência, o governo elencou 15 pontos considerados importantes para o país do ponto de vista fiscal e econômico.
Dentre os pontos colocados estão a simplificação tributária (reforma do PIS/Cofins); o marco legal de licitações e contratos; o programa de recuperação e melhoria empresarial das estatais; a desestatização da Eletrobras e a nova lei de finanças públicas.
De acordo com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, a decisão foi tomada pelo presidente Michel Temer após constatada a impossibilidade de tramitação da reforma durante a intervenção no Rio de Janeiro.
"O presidente, à luz das ponderações, tivemos que concluir que não se poderia iniciar a discussão que tínhamos programado para hoje, da reforma da Previdência [
]. Diante disso, o presidente solicitou e, tanto os líderes e os presidentes do Senado e da Câmara, elencaram o que poderia ser uma pauta micro e macroeconômica, para nós passarmos imediatamente a trabalhá-las", disse Padilha.
De acordo com o senador Romero Jucá (MDB-RR), os presidentes da Câmara e do Senado farão um "esforço concentrado" a partir do mês que vem para tramitar todos os temas da pauta prioritária, a pouco mais de dez meses para o fim do governo: "Na verdade, há uma consciência por parte das lideranças políticas que formam a base de que vai ser preciso elencar um esforço e definir um ritmo muito forte de votação. Mas isso será feito".
"Esses 15 pontos definem uma prioridade política e econômica. A reforma não pode ser votada, mas existem pontos que vão melhorar o ambiente fiscal, de negócios, que dará condições para o país responder no que diz respeito às transformações", acrescentou o senador, líder do governo na Casa.
REFORMA DA PREVIDÊNCIA NÃO É DESCARTADA
Os ministro e líderes negam que a reforma da Previdência esteja enterrada. Para Padilha, é possível aprová-la em outubro, após as eleições. Ele entende que os parlamentares que hoje não votam com o governo podem mudar de ideia caso não sejam reeleitos. Já o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirma que "as condições políticas [para aprovação da reforma] virão com a eleição de outubro".
Confira a Pauta Prioritária do governo:
1. Reforma do PIS/COFINS Simplificação Tributária
2. Autonomia do Banco Central
3. Marco legal de licitações e contratos Projeto de Lei (PL) 6814
4. Nova lei de finanças públicas PL 295
5. Regulamentação do teto remuneratório PL 6726
6. Desestatização da Eletrobras PL 9463
7. Reforço das Agências Reguladoras PL 6621
8. Depósitos voluntários no Banco Central PL 9248
9. Redução da desoneração da folha PL 8456
10. Programa de recuperação e melhoria empresarial das estatais PL 9215
11. Cadastro positivo PLP 441
12. Duplicata eletrônica PL 9327
13. Distrato PLS 774
14. Atualização da Lei Geral de Telecomunicações
15. Extinção do Fundo Soberano


