Sem timidez
Sem timidez
Com a Lava Jato, o Paraná rompeu com a acomodação e o estereótipo da timidez e isso dos dois lados porque estávamos bem representados na corrupção e naqueles que a amenizaram com as delações como o reincidente doleiro Youssef. E em meio a esse ambiente aflorou a candidatura presidencial de um senador da terra, Alvaro Dias.
É de esperar-se pela persistência de crítico ao governo e ao próprio partido em que militava ao ponto de pleitear uma CPI contra Fernando Henrique Cardoso e isso num momento de prestígio que ia além do país e tenha um bom desempenho como candidato pelo menos na região sul. Não será de surpreender se a questão localista levá-lo até a sair à frente do pelito no Paraná como indicam algumas pesquisas e simulações.
Quando da segunda etapa da licitação da usina hidrelétrica de Segredo denunciou formação de cartel entre as concorrentes e estabeleceu na emergência um consórcio de empresas da terra para tocar a obra, já precedida de tumulto no desvio do rio quando a empreiteira que figurava em quarto e último lugar teve o contrato adjudicado pela justiça federal em seu favor.
Até aqui, em termos paranaenses, Alvaro Dias aparece, e isso se dá pela terceira vez, em primeiro lugar, com 31,1, seguido de Bolsonaro, com 15,3 e de Lula, com 12,3, conforme um levantamento atribuído ao Instituto Paraná Pesquisas, em sondagem de 2 a 5 de julho. O informe, no entanto, é desmentido por Murilo Hidalgo, dirigente da organização e que tem sido vítima sistemática das "fake news" em veículos de expressão nacional. Não vai ser fácil controlar a empulhação no processo eleitoral.
Caos
Tempestade de granizo em Sengés levou a cidade ao pânico diante dos estragos que atingiram casas e prédios públicos como a Câmara Municipal. A Defesa Civil interveio para ajustar a situação dos desabrigados.
Primeiro round
O prefeito Rafael Greca perdeu o primeiro round na disputa com os médicos quanto à terceirização para explorar a Unidade de Pronto Atendimento da Cidade Industrial em função de veto da Justiça do Trabalho. O empenho para reversão da medida é o máximo, já que o custo operacional por associação civil de interesse público é mais baixo. O fato é que a UPA deveria ter iniciado ontem as suas atividades. Pesa aí a delicada situação fiscal que levou a prefeitura, pela primeira vez, a congelar salários dos seus servidores, enquanto à maneira do governo estadual tirava recursos do Instituto de Previdência.
Contra a corrupção
A Divisão de Combate à Corrupção, recém-criada, entrou para valer numa ação desencadeada contra distribuidoras de combustíveis em ação cartelizada propondo inclusive preços conforme uma distribuição regional. Foram presas oito pessoas e delatores dão detalhes de manobrismos como o de acompanhamento com fotografias dos preços praticados nos postos. Quem iniciou o procedimento foi a delegacia de Defesa do Consumidor.
Até hoje é controversa a questão do cartel que em Curitiba, no alinhamento de preços dos combustíveis nos postos, jamais foi vista como tal enquanto em Londrina a justiça admitiu ter captado sinais desse tipo de articulação. A acusação agora é contra um setor mais estruturado, o das distribuidoras, e deve ganhar repercussão nacional pela intrincada questão da prática de preços, ainda mais depois da greve caminhoneira e suas sequelas mal resolvidas pela fixação dos fretes.
Informação proibida
Órgãos do governo estadual, inclusive estatais, foram punidos pela justiça eleitoral ao serem impedidos de divulgar suas ações. A interpretação lacto senso impede e isso desde a lei de 1997 - qualquer tipo de comunicado como espetáculos, serviços de bombeiros, metrô, trens urbanos, obras e serviços de órgãos públicos federais, estaduais ou municipais, nos três meses que antecedem as eleições, o que aparenta um exagero, mas de outro lado previne situações maliciosamente promocionais. É um exagero, já que leva a autoridade à perplexidade se pode ou não noticiar um serviço da Copel ou da Sanepar e de avisos de bombeiros em casos de calamidade pública. E os alertas sanitários e de segurança se inseririam nessas proibições? A razoabilidade, que se exige nas leis, foi para o espaço.
Gaeco
O Gaeco e policiais militares desencadearam ontem uma ação contra o tráfico de drogas sustentado do interior das prisões. Parece irônico, mas é o Brasil descendo a ladeira.
Folclore
Alunos do Ginásio Paranaense, irritados com o rigor do professor de Latim, Zavadski, o atacavam em mensagens nos muros chamando-o de Zé Vaca. O mestre Ribeiro, diretor do colégio, visitou sala por sala, advertindo que se a campanha continuasse suspenderia as três turmas, por tempo indeterminado, que tinham aulas com o mestre injuriado. Ribeiro era um intimidador, mas na minha turma, ao terminar a advertência, lá veio, assim que deixou a sala, a observação do Kit Abdalla: "acabamos de apresentar o Leão da Metro!"





