As praças de pedágio ocupadas por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) foram liberadas ontem no final da tarde. Pela manhã, o MST havia ocupado mais três praças, em São José dos Pinhais (Ecovia), Laranjeiras do Sul e Candoi (Rodovia das Cataratas), além das oito que haviam sido ocupadas anteontem. As concessionárias retomaram a cobrança de pedágio assim que as praças foram liberadas. Cerca de 3,5 mil pessoas participaram da manifestação.
Para a coordenação estadual do MST, o protesto alcançou seus objetivos com a votação na Assembléia para permitir a encampação do pedágio e o anúncio de intervenção do governo. ''Com relação aos transgênicos também foi aprovado um projeto em regime de urgência, que terá última votação em agosto, e a reforma agrária está na agenda do país'', avaliou José Damasceno, da coordenação estadual.
Ontem, o MST usou outra estratégia para chamar a atenção para o protesto a passagem de caminhoneiros foi barrada por várias vezes ao longo do dia, formando grandes filas próximo às praças de pedágio. A passagem de carros estava liberada.
Em Arapongas (37 km a oeste de Londrina), mesmo aguardando duas horas para seguir viagem, a maioria dos caminhoneiros aprovou a manifestação. ''Ficar parado não é um bom negócio para mim, mas em prol do benefício depois, vale a pena'', disse o caminhoneiro Gilmar Toniazzi, que gasta cerca de R$ 32,00 por semana com pedágio para transportar peixe de Londrina a Maringá.
Em São Miguel do Iguaçu (43 km ao nordeste de Foz) a desocupação aconteceu às 17 horas. O mesmo aconteceu em outras quatro praças administradas pela Rodovia das Cataratas: Cascavel e Candoi e Laranjeiras do Sul.
Segundo a assessoria de imprensa da concessionária, o grupo teria danificado extintores, refletores, conexões de telefonia e energia elétrica, principalmente em São Miguel do Iguaçu. Os prejuízos estruturais e as perdas de arrecadação por causa da liberação das cancelas devem ser divulgadas nesta quinta-feira. (colaborou Alexandre Palmar de Foz do Iguaçu)

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