Giovani Ferreira
De Curitiba
O ex-delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, João Ricardo Képes Noronha, não deve apresentar-se enquanto a Justiça não determinar a revogação de sua prisão temporária, decretada dia 2 de março por solicitação da CPI do Narcotráfico. O advogado Luiz Alberto Machado, que denfende os interesses de Noronha, descartou qualquer possibilidade da apresentação de seu cliente sem que haja primeiramente o relaxamento de sua prisão.
Machado rebate as declações do delegado Clóvis Galvão, entendendo que a revogação da prisão de Noronha deve sair ainda esta semana. Galvão é diretor da Divisão de Investigações Criminais está encarregado em cumprir os mandados de prisão contra os policiais citados na CPI. Ele não acredita que a Justiça possa determinar o relaxamento da prisão de um foragido e está na expectativa de que Noronha se apresente nos próximos dias.
Um dos motivos que leva Machado a apostar na revogação é o aparecimento de provas que, teoricamente, poderiam isentar o envolvimento de seu cliente com o tráfico de drogas. Uma delas é a divulgação de uma gravação onde a traficante Shirley Aparecida Pontes, presa na Penitenciária Feminina do Estado, declara que fez acusações da participação de policiais no envolvimento com drogas porque foi induzida pela CPI. Na manhã de ontem Shirley disse, no entanto, em uma rádio local, que mantém as acusações contra Noronha (veja matéria abaixo).
A partir da próxima semana Noronha deve sofrer sanções administrativas enquanto delegado. Depois de passar 30 dias sem aparecer no trabalho, o funcionário público é notificado para esclarecer os motivos de suas faltas.

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