Brasília - Um último dia de trabalho com ares de feriado. Antes de entrar em recesso, a Câmara não conseguiu votar ontem a medida provisória que trancava a pauta do plenário, por falta de quórum. Para que houvesse votação, seria necessária a presença de pelo menos 257 parlamentares. Na sessão deliberativa, o painel marcava a presença de 166 dos 513 deputados. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que os faltosos terão o dia descontado de seus salários. ''Seguramente, terão a falta'', afirmou Chinaglia.
Às 18h30, durante a sessão não deliberativa aberta depois da tentativa frustrada de votar a MP, o painel registrava a presença de 196 parlamentares, ou seja, 317 ausentes. Como em julho haverá apenas sete sessões deliberativas, os faltosos serão descontados em R$ 1.474,29 do salário de R$ 16.512,09 mensais.
Se todos os ausentes forem descontados, a Câmara deixará de pagar R$ 467,3 mil em salários.
A medida provisória que trancava a pauta é 374/07, que prorroga por três anos o prazo para adequação de regimes próprios de previdência social da União, Estados, municípios e Distrito Federal. O recesso vai até o dia 31 de julho.

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