Curitiba - O Orkut se transformou numa fonte de informações sobre os políticos, mas nem sempre confiável. Isso porque não são todos os perfis que são feitos pelos próprios. Os adversários podem aproveitar a chance para ataques à imagem.
No caso do prefeito Beto Richa, podem ser encontradas páginas favoráveis e desfavoráveis. Outro tucano que tem comunidade com seu nome é Hermas Brandão, presidente da Assembléia Legsilativa e um dos principais caciques do partido no Estado. Já uma busca com o nome do prefeito Nedson Micheleti não localizou nenhum perfil para o petista. Mas o deputado André Vargas
aparece.
No caso do governador Roberto Requião (PMDB), foi traçado um perfil para ele, destacando a crítica aos transgênicos. Até o fechamento desta matéria, constavam 1.612 recados para o governador. Além disso, há pessoas que usam seu espaço para falar (bem ou mal) de políticos.
O deputado estadual Marcos Isfer (PPS), que pretende disputar uma vaga na Câmara Federal nestas eleições, decidiu apostar nessa estratégia e mantém seu perfil no Orkut. Isfer conta que aderiu à moda estimulado pelas filhas e porque seu chefe de gabinete, que recebia, em seu perfil no Orkut, perguntas sobre o mandato o deputado.
‘‘Não acredito que (o Orkut) seja um instrumento para conquistar votos. Serve mais para quem já conhece seu trabalho possa acompanhar os projetos, por exemplo’’, comenta o deputado. Na página de Isfer há um histórico resumido de sua vida política. ‘‘O Orkut é mais prático, mais interativo que manter um site. Permite melhor comunicação’’, avalia. O deputado observa ainda que só visita um site ou perifl no Orkut quem quer, por isso não há invasão da privacidade do eleitor. ‘‘Não é como spam, uma coisa horrorosa’’, emenda. (M.D.)

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