Imagem ilustrativa da imagem Sem 'pré-julgamentos', Ratinho Júnior pede rapidez nos esclarecimentos a Guto Silva
| Foto: Pedro Oliveira/Alep



O governador Ratinho Júnior (PSD) pediu esclarecimentos acerca das denúncias que surgem contra o secretário-chefe da Casa Civil, Guto Silva (PSD), relacionados a supostos pagamentos de propina oriundos de um esquema de corrupção envolvendo o governo de Beto Richa (PSDB) e as concessionárias de pedágio do Paraná, explicitadas na Operação Integração, fase da Lava Jato. Em nota oficial, entretanto, o governador afirma que não faz "pré-julgamento" porque não há fato jurídico ou processo contra Silva, que também contesta o envolvimento de seu nome nas denúncias.

As acusações contra o chefe da Casa Civil foram feitas por Hélio Ogama, ex-diretor da Econorte, e Nelson Leal Júnior, ex-diretor do DER (Departamento de Estradas de Rodagens) durante o governo tucano. Ambos estão presos e assinaram acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato. Leal disse ter entregue R$ 100 mil em dinheiro vivo a Silva em 2014.

Em nota oficial, ao dizer que "não fará nenhum pré-julgamento", o governador ressalta que "não há um fato jurídico, nenhum processo iniciado pelo Ministério Público ou na Justiça contra o chefe da Casa Civil". Ao final, afirma que mantém "sua determinação de rigor na gestão pública e transparência dos atos" e determinou a Guto que "aja com celeridade" no esclarecimento e na sua defesa de forma pública.

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Indignado

Em manifestação oficial, Guto Silva disse que recebeu "indignado" a informação de que seu nome foi envolvido em delações da Lava Jato e afirma que a declaração é inverídica. "Uma ilação sem qualquer sustentação na realidade", escreveu.

O secretário da Casa Civil de Ratinho e pôs à disposição do Ministério Público e do Poder Judiciário para apresentar sua versão. Também disse ser a favor de que todo ocupante de cargos públicos seja investigado e que não tem "receio ou problema" em confrontar a delação que classificou de mentirosa. " Sigo convicto de que a situação que se apresenta será esclarecida e, ao fim, a Justiça será feita, condenando pessoas que agiram contra o interesse público e tentam dividir sua culpa com quem não têm nenhum envolvimento com os fatos que estão sendo apurados".

(Colaborou Guilherme Marconi)

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