Sem Osmar, PT corre atrás de candidatura própria
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segunda-feira, 28 de junho de 2010
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Depois de um ano e meio de negociações com o senador Osmar Dias (PDT) - e faltando um dia para o fim do prazo para a realização das convenções partidária para escolha de candidatos e coligações para as eleições de outubro - o PT do Paraná corre atrás de um candidato próprio ao governo do Estado. O presidente do partido, deputado estadual Ênio Verri, acredita que com a possível candidatura de Alvaro Dias à vice-presidência da República, na chapa de José Serra (PSDB), é pouco provável que Osmar decida se candidatar, o que garantiria a aliança PT-PMDB-PDT. A alternativa para o partido é encontrar um nome que possa enfrentar a disputa ao Executivo estadual com o tucano Beto Richa.
No domingo, durante o encontro estadual, o ex-prefeito de Londrina Nedson Micheleti colocou seu nome à disposição do partido, mas não empolgou os convencionais. Outra possibilidade é a indicação do próprio Verri. ''O Nedson colocou o nome à disposição, eu não'', afirmou o deputado, que não diz se aceitaria um eventual convite.
Outra possibilidade para os petistas é convencer Gleisi Hoffmann a desistir da disputa por uma vaga no Senado. O nome dela seria defendido pela cúpula nacional do PT, uma vez que o partido tem investido na construção da candidatura dela há pelo menos um ano. Mas Verri afirmou que não acha possível que a executiva nacional vá impor a Gleisi uma candidatura ao governo.
Questionada sobre a possibilidade de deixar a candidatura ao Senado para garantir o palanque de Dilma, Gleisi afirma que sua candidatura ao Governo do Estado não é uma opção. ''Eu continuo candidata ao Senado e não há nenhuma orientação da executiva nacional para que eu saia para o governo. O nome do partido, caso tenhamos candidatura própria, é do Nedson (Micheleti)''.
A tese da candidatura própria cresceu porque na convenção realizada no último domingo os petistas votaram contra a possibilidade de o partido se coligar na disputa proporcional com o PMDB, o que inviabilizaria uma aliança. Com isso, o PT trabalha agora com a proposta de montar dois palanques para Dilma Rousseff, candidata à Presidência, no Estado. O ex-ministra irá contar com o apoio do eventual candidato petista e do governador Orlando Pessuti (PMDB), que deve disputar a reeleição.
De uma forma ou de outra, duas decisões concretas o PT já tomou. Cancelou a vinda de Dilma a Curitiba hoje. A ministra viria para a capital participar do que deveria ser a grande festa de lançamento da candidatura de Osmar Dias em aliança com o PMDB e o PT. A outra decisão é que, seja qual for a conclusão desse imbróglio, ela só deverá ser concretizada amanhã.
Convenção adiada
A única decisão anunciada pelo PDT ontem, foi do adiamento da convenção estadual, que estava marcada para hoje, às 17 horas, no Paraná Clube. O encontro ficou para quarta-feira, dia 30, último prazo legal para definições de alianças e candidaturas. (Colaborou Marcela Rocha Mendes)


