Sem Osmar Dias, pedetistas articulam nome para o Senado
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sexta-feira, 02 de maio de 2014
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - Com a desistência do vice-presidente de Agronegócios e Pequenas e Micro Empresas do Banco do Brasil, Osmar Dias (PDT), de disputar qualquer cargo eletivo em outubro, três pedetistas já se mostram interessados à vaga ao Senado, dentro da provável coligação com o PT. O ex-deputado Leo de Almeida Neves, o vereador de Curitiba Jorge Bernardi e o deputado estadual André Bueno, que é filho do prefeito de Cascavel, Edgar Bueno, colocaram seus nomes à disposição durante reunião da Executiva Estadual da legenda, realizada na última terça-feira, na capital paranaense.
Segundo André Bueno, no encontro, que contou com a presença do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, além de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e deputados de todo o Estado, houve um entendimento de que o partido não deveria abrir mão de concorrer ao cargo, sobretudo devido ao tempo que dispõe de televisão. "Quando você não preenche uma vaga como essa, fica um buraco, há um recuo. E como não temos candidato ao governo, o Senado seria o melhor espaço para discutir propostas", afirmou. Neste ano, apenas uma cadeira estará em disputa, a atualmente ocupada por Alvaro Dias (PSDB), candidato à reeleição.
Ainda de acordo com o parlamentar, o PDT encomendou uma pesquisa qualitativa, para avaliar qual o perfil de senador que o eleitor deseja. "Em 15 ou 20 dias, vamos ter o resultado e poderemos tomar uma decisão. O Lupi quer que antes da convenção (cuja data limite é o final de junho) tenhamos uma chapa completa no papel", contou. Exercendo seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa (AL), o cascavelense se apresenta como representante "da mudança e da virada". "As pessoas cansaram do modelo atual. Querem votar em alguém novo", opinou.
Em relação à aliança com o PT, André Bueno falou que, apesar de recentes conversas com Eduardo Campos (PSB), é quase certo de que o partido apoiará a reeleição de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. No caso do Paraná, contudo, haveria "algumas questões a serem superadas" antes da formação da chapa com a senadora Gleisi Hoffmann (PT). Ele citou especificamente o caso de Cascavel, onde seu pai vive disputa judicial com o deputado Professor Lemos (PT).
"Depende do espaço que o PT nos der. O Estado é muito grande e temos uma realidade diferente nos municípios. Além de Cascavel, tem Pato Branco e Umuarama, onde as prefeituras divergem com o PT. Não está fechado", disse. Em março, durante encontro com o ex-presidente Lula em Curitiba, Osmar Dias garantiu que estará ao lado de Gleisi. "Nós não fizemos uma aliança para disputar a eleição em 2010. Fizemos uma aliança para oferecer um projeto ao Paraná e ao Brasil", discursou à época.


