Brasília - As ausências dos ministros programados para participarem dos debates na 7 Marcha em Defesa dos Municípios esvaziaram o segundo dia do evento, realizado em hotel de Brasília. Ontem, eram esperados pelo menos seis ministros, mas somente Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) compareceu ao local. Os ministros das Cidades, Olívio Dutra, e do Turismo, Walfrido Mares Guia, não foram porque estavam acompanhando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Nordeste.
Ambos foram representados por secretários. A assessoria de Marina Silva (Meio Ambiente) informou que sua participação não estava agendada. O palestrante seria o secretário-executivo da pasta, Cláudio Roberto Langone, que também teve problemas e precisou remarcar sua plenária. Aldo Rebelo (Coordenação Política) enviou o subchefe de Assuntos Federativos da pasta, Vicente Trevas, para representá-lo. A assessoria de Márcio Thomaz Bastos (Justiça) informou que ele foi convidado, mas não enviou representante.
Apressado, porque segundo ele o presidente o aguardava para a abertura de outro evento, em Olinda (PE), Patrus Ananias discursou por pouco mais de 20 minutos. O início do seu pronunciamento ainda coincidiu com a volta do almoço dos prefeitos e vereadores. Quando Patrus começou a falar havia cerca de cem pessoas na platéia - o número dobrou até o final do discurso. Anteontem, cerca de 2.500 pessoas passaram pelo evento.
As ausências dos ministros desagradaram à organização da marcha. ''Não é que há falta de interesse dos prefeitos, mas esse troca-troca de palestrantes desestimulou os prefeitos. Alguns vieram do outro lado do país para ouvir o ministro e encontraram representantes de diversos escalões'', disse o presidente da CMN (Confederação Nacional dos Municípios), Paulo Ziulkoski.
Segundo ele, muitos prefeitos anteciparam a marcha ao Congresso, programada para o final da tarde e se reuniram com congressistas durante o dia.
Hoje - último dia -, Humberto Costa (Saúde) não aparecerá porque está viajando com o presidente. São esperados Tarso Genro (Educação) e Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário).
Outro fator que contribuiu para o esvaziamento foi a decepção dos prefeitos com o discurso de Lula, anteontem. Na ocasião, muitos deixaram o auditório antes de o presidente terminar de falar porque esperavam pelo anúncio de liberação de verbas para os municípios.

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