São Paulo - A Rede Ferroviária Federal apresentou em 2004 prejuízo de R$ 2,207 bilhões, um aumento de 7% em relação ao exercício de 2003 de acordo com o balanço da empresa. As despesas operacionais para manter a estrutura da companhia em funcionamento passaram de R$ 65,952 milhões para R$ 70,531 milhões no período.
  Os números de 2005 ainda não foram publicados, mas uma pesquisa no Diário Oficial da União dá uma noção de como é gasto o dinheiro público na companhia, criada em 1957 e que administrava boa parte do transporte ferroviário do País e chegou a ter mais de 70 mil empregados. A RFFSA, que ainda existe legalmente, não tem hoje nenhuma função, uma vez que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) regula a atuação das companhias privadas.
  Apesar disso, a companhia continua gastando como se estivesse ativa. No ano passado, em uma pesquisa de junho a dezembro de 2005 no site do Diário Oficial, a Rede fechou contratos de R$ 84 mil com os Correios para entrega de correspondência, e R$ 44.400 com a Microindex Comércio e Serviços Ltda para cópias xerográficas, cujo contrato prevê franquia mensal de 60 mil cópias, com disponibilidade de máquina no local. Sem licitação, a RFFSA também fechou contratos no valor de R$ 2,003 milhões com 14 escritórios de advocacia para a defesa de ações da companhia.
  O liquidante da Rede, Moacyr Roberto de Lima, por meio da assessoria de imprensa, informa que os contratos são para ‘‘atendimento às atividades do expediente da liquidação da empresa.’’ (AE)

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