Sem empresas, campanhas tiveram R$ 2,1 bilhões
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domingo, 02 de outubro de 2016
Fabrício de Castro<br>Agência Estado 
Brasília - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, afirmou neste domingo (2) que os gastos nas campanhas municipais de 2016 somam R$ 2,131 bilhões. Esse valor leva em conta apenas as doações de pessoas físicas, já que neste ano as empresas foram proibidas de doar. As campanhas têm ainda três dias para contabilizar as doações referentes a 2016.
Gilmar chamou a atenção para o fato de os gastos deste ano serem menores do que os registradas nas eleições municipais anteriores, de 2012, quando ainda foi possível às empresas fazerem doações aos candidatos. Naquele ano, o valor chegou a R$ 6,2 bilhões. "As cidades estão mais limpas", observou.
O presidente do TSE lembrou ainda que o número parcial referente a 2016 corresponde apenas às doações legais. "Não há, obviamente, a captação de caixa 2. Mas também não conseguimos captar em 2012, e a realidade agora, com a investigação da Lava Jato, mostra que o caixa 2 continuou a funcionar em 2012", afirmou.
SEGURANÇA
Para o presidente do TSE, um dos principais focos de preocupação era o Maranhão, onde nos últimos dias ocorreram ataques a escolas com o objetivo de tumultuar as eleições. De acordo com Gilmar, os ataques em São Luís são questões de segurança pública - e não eleitoral. "Houve deterioração da segurança pública entre 2012 e 2016", destacou Mendes. "Basta ver a presença do narcotráfico, das milícias no Rio."
Gilmar lembrou que parte das forças de segurança foram mantidas no Rio após a Olimpíada, para evitar um "efeito rebote" na criminalidade depois do fim das competições.
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que, nos 498 municípios com forças federais neste domingo, houve alterações apenas na capital maranhense. "Nos outros municípios com presença federal, não tivemos alteração", comentou.


