A Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu realiza hoje a terceira sessão extraordinária deste ano sem uma posição clara sobre a legalidade no pagamento do jeton. Amanhã será realizada mais uma extraordinária. O adicional foi questionado após o aumento de R$ 92 para R$ 600 – um reajuste de 552%. A lei foi aprovada no ano passado e passou a vigorar neste ano.
Diante da polêmica, o presidente do Legislativo, Dilto Vitorassi (PT), optou por depositar o adicional referente às duas extraordinárias realizadas em janeiro em juízo. Ele aguarda o resultado de um parecer técnico sobre o tema solicitado ao Tribunal de Contas (TC) do Paraná. Na opinião dele, o valor do jeton é um ‘‘absurdo’’. O TC deve retornar a consulta nesta semana.
As quatro sessões extras resultarão num adicional superior ao repassado para quem, hipoteticamente, participou das 18 extraordinárias realizadas no ano passado. Quem participar das quatro sessões vai receber R$ 2.400 (equivalente a 15 salários mínimos), contra R$ 1.656 equivalente às extraordinárias de 2000.
A diferença pode aumentar se forem convocadas novas sessões durante o recesso parlamentar (de 15 de dezembro a 15 fevereiro e de 1º a 31 de julho). O vereador recebe um salário de R$ 3 mil, além de uma verba de assessoria de R$ 2.400.
A Folha publicou em sua edição de 12 de janeiro que o jeton aumentou de R$ 90 para R$ 600 (567%) com base em informações apuradas na Câmara de Vereadores de Foz. Ontem, o Legislativo comunicou que o valor exato pago no passado era R$ 92.

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