BRASÍLIA ᖠ‘‘Aporrinha, mas não destrói.’’ Assim Moreira Franco, ex-governador do Rio de Janeiro e dirigente do PMDB, resumiu a avaliação da cúpula peemedebista a respeito dos efeitos da reportagem que mostra que o Banco do Brasil favoreceu um sócio do pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra.
Para a cúpula do PMDB, é importante evitar uma eventual onda de notícias negativas ao candidato, tentando criar fatos positivos. O problema é que não está nada fácil, a começar pelas dificuldades internas no PMDB e pela avaliação de parte da cúpula de que Serra possa se inviabilizar, caso não faça uma correção de rumos na campanha.
Até o momento, a maioria da direção do PMDB, grupo que bancou o apoio à reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso e à aliança com o PSDB, uniu seu destino ao de Serra, tucano que mais investiu no entendimento com os peemedebistas.
No entanto, surgiram fissuras. O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, e o presidente do Congresso, Ramez Tebet, lideram uma rebelião de senadores, que conseguiu adiar para o final do mês a escolha do vice, que deverá ser o deputado federal Henrique Eduardo Alves (RN), sob o pretexto de que devem ser finalizados os acertos regionais. No entanto, parte desse grupo tem dúvida sobre a conveniência de amarrar seus projetos a Serra.

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