O PMDB ainda não definiu se lançará ou não candidato próprio à sucessão presidencial. Mesmo assim, seus pré-candidatos já se apressam para expor idéias e propostas para a área da segurança pública – discussão do momento.
Tanto o ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann (PE), quanto o senador Pedro Simon (RS) defendem a unificação das polícias Civil e Militar. Jungmann, vai além: ‘‘Acho que deveria haver uma alteração na Constituição para que as polícias Civil e Federal passem para o âmbito do Judiciário. Pela minha proposta, a Militar continuaria a cargo do Executivo dos Estados.’’
Simon vê na unificação uma maneira de se ‘‘aproveitar o que cada corporação tem de melhor’’. Mas prevê problemas: ‘‘Com direito de greve e de associação sindical, um movimento reivindicatório numa polícia unificada poderia transformar o governador em refém da corporação’’.
Eleito com o apoio das polícias, o governador de Minas, Itamar Franco, outro pré-candidato do PMDB, administra um Estado com índices crescentes de violência. O governo investiu em condições de trabalho e salários, mas sua polícia não correspondeu às expectativas: os homicídios subiram, entre 1999 e 2000, 13,9% – de 1.902 para 2.209. Os números ruins podem atrapalhar a candidatura do ex-presidente.

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