O governo não teve trabalho para evitar a votação do requerimento de urgência para a CPI da Sudam. O próprio regimento da Câmara obrigou ontem a secretaria da Mesa da Casa a arquivar o pedido de urgência por falta de assinaturas suficientes: era necessário o apoio de 257 parlamentares, mas só 242 rubricas eram válidas.
A possibilidade de instalação da CPI ainda este ano é remota. Mesmo que a oposição faça nova tentativa e reúna as 257 assinaturas necessárias, há uma fila de 88 pedidos de urgência pendentes de votação na Câmara. Pela manhã, o presidente da Casa, deputado Aécio Neves (PSDB-MG), já mostrava sinais de que a urgência CPI não iria prosperar. ‘‘Há uma banalização dos pedidos de urgência na Casa e a oposição sabe que existem regras’’, afirmou Aécio.
De acordo com o regimento da Casa, não são válidas as assinaturas de parlamentares licenciados. No caso da urgência para a CPI da Sudam, a oposição apresentou um requerimento com 263 assinaturas, mas com as rubricas de 16 deputados licenciados. O requerimento tinha, ainda, cinco assinaturas repetidas. O procedimento para a colheita de assinaturas facilita essa duplicidade, por conta das várias listas que circulam em busca de assinaturas de apoio nas diversas entradas da Câmara.
Enquanto os governistas comemoravam a falta de sorte dos adversários, a oposição prometia uma nova colheita de assinaturas. ‘‘Essas coisas acontecem, mas vamos começar já na próxima semana a buscar novas assinaturas para o requerimento de urgência para a CPI’’, afirmou o líder do PT na Câmara, deputado Walter Pinheiro (BA). (A.E)

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