Curitiba - A pré-candidatura do vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa, ao governo do Estado é irreversível, apesar da pálida performance desempenhada pelo pré-candidato até o momento. O PSDB, partido de Beto, não tem outro nome de peso para oferecer e pretende continuar apostando na consolidação eleitoral do filho do ex-governador José Richa, que, mais uma vez, será submetido ao crivo dos eleitores do Paraná durante o horário político reservado ao PSDB.
O programa tucano tem 20 minutos e vai ao ar nesta segunda-feira em cadeia estadual de rádio e tevê. Ao contrário das primeiras inserções, nas quais Beto dividiu meio a meio o tempo dos programas com o pré-candidato do PSDB a presidente da República, senador e ex-ministro José Serra, desta vez o filho de Richa vai ancorar cerca de dois terços do tempo disponível. O telespectador também vai poder conferir as mudanças no tom do programa propostas pelos marqueteiros contratados pelo PSDB para fazer a campanha de Beto decolar.
A consolidação do nome de Beto Richa se deu com a nomeação de Euclides Scalco para a Secretaria Geral da Presidência, cargo de confiança do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O ex-diretor brasileiro da Itaipu Binacional sempre foi apontado como o nome mais forte dentro do ninho tucano para uma disputa eleitoral. Tinha, mais do que Beto, apoio irrestrito do governador Jaime Lerner (PFL), e, consequentemente da máquina do governo. Arredio às costuras políticas, entretanto, Scalco preferiu sair do foco estadual para se envolver em questões nacionais.
A decisão de Lerner, em concluir o seu segundo mandato como governador de Estado, até 31 de dezembro deste ano, depois de naufragado o sonho de ser o vice na chapa de Serra, também foi preponderante para ajudar Beto a se fazer candidato. A não desincompatibilização de Lerner acabou com o projeto político do presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão, o segundo nome mais denso no PSDB para concorrer à sucessão estadual. Brandão só sairia candidato ao governo, caso assumisse interinamente o Palácio Iguaçu, pelo menos de abril até 6 de outubro, respaldado pelo instituto da reeleição. Como a articulação não prosperou, a reeleição a deputado passou a ser o projeto mais viável.

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