'Sem a vida humana nada se compra nem se vende', diz Sarney sobre Bolsonaro


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-presidente José Sarney postou uma nota em seu site em que critica o presidente Jair Bolsonaro pela postura que tem adotado diante da crise do coronavírus.

"Sem a vida humana nada se compra nem se vende", diz Sarney.

Nos últimos dias, Bolsonaro tem repetido que a pandemia está sendo tratada com "histeria" no Brasil e insistido na volta das pessoas à vida normal para preservar a economia.



Sarney afirma que a Covid-19 está no rol das ameaças ao futuro da humanidade já que é uma das doenças desconhecidas. "A visão dos cientistas é unanime de que foram elas as responsáveis pelo desaparecimento de muitas espécies", diz ele.

"Ela não ameaça apenas nações, mas a espécie humana, assim como o Ebola e a Aids, sempre sob cerco e severa vigilância", diz ainda o ex-presidente.

"É difícil e impossível compreender que o Presidente da República, tão bem assessorado, ignore essa verdade científica. É hora de harmonizar a nação, evitar conflitos e buscar a paz social. Para essa tarefa é insubstituível o Presidente da República. A discórdia e a dissensão em nada ajudam o País", finaliza.

Leia abaixo a íntegra da nota de Sarney:

"No rol das ameaças ao futuro da humanidade estão as doenças desconhecidas. A visão dos cientistas é unanime de que foram elas as responsáveis pelo desaparecimento de muitas espécies.

A COVID-19, causado pelo vírus SARS-CoV-2, é considerada uma das doenças que constitui ameaça dessa ordem. Daí a linha vermelha que acendeu, por ser a primeira grande pandemia na era da comunicação, do tempo real, da velocidade e da globalização. Ela não ameaça apenas nações, mas a espécie humana, assim como o Ebola e a Aids, sempre sob cerco e severa vigilância.

É difícil e impossível compreender que o Presidente da República, tão bem assessorado, ignore essa verdade científica. É hora de harmonizar a nação, evitar conflitos e buscar a paz social. Para essa tarefa é insubstituível o Presidente da República. A discórdia e a dissensão em nada ajudam o País."

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