Sella contesta estudo da Câmara
O secretário de Fazenda de Londrina, Wilson Sella, encaminhou ontem à Câmara de Vereadores, um ofício contestando os números apresentados no levantamento feito pela assessoria contábil da Casa, que apontou que a administração teria condições de oferecer de 3,01%% a 6,02% de reposição salarial aos servidores, paralisados há seis dias.
Segundo o secretário, o estudo da Câmara não considerou despesas previstas no orçamento, que totalizam cerca de R$ 12 milhões. As despesas elencadas seriam dívidas com a Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores Municipais (Caapsml), contratação de pessoal para saúde e educação, e pagamento de dívida do Programa de Reforma Administrativa e Tributária (Pemat).
Sobre a previsão de crescimento da receita que subsidiaria os índices de reposição, Sella disse ser apenas projeção. ''São projeções, que dependem de um desempenho excepcional da economia brasileira. Mas nós temos de trabalhar com a realidade, com os valores que entram no caixa da prefeitura. E, no momento, qualquer impacto na folha coloca em risco, inclusive, o pagamento dos salários dos servidores a partir do segundo semestre'', afirmou Sella.
Mesmo após as ponderações do secretário, o contador da Câmara, Wagner Vicente Alves, manteve a avaliação de que é possível negociar um índice de reposição. ''Essas informações de dívidas com Caapsml, Pemat, esses recursos devem ser cumpridos com o que sobrar dos 52% (da receita) que estão comprometidos com pessoal. Tomamos o cuidado de manter o mesmo percentual de 2004. Então sobram 48% que ele dispõe para todos os demais custeios da prefeitura. O secretário diz que é preciso contratar profissionais mas lei é clara, só se há limite para isso. Se não dispõe, não pode contratar'', explicou. ''É muito esquisito (a postura do secretário) porque existe um histórico de arrecadação e isso (crescimento) dificilmente não vai acontecer. O Sella, como secretário, deve ter preocupação em fechar a folha mas o que acontece é que essa margem de 48% está se demonstrando insuficiente para atender a demanda que se faz necessária. Se não concederem o reajuste, em 2005 estariam avançando sobre o que foi gasto com funcionalismo (em relação a 2004)'', concluiu. (C.O.)





