Seis partidos fecham acordo e formam frente contra Lerner
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quinta-feira, 11 de dezembro de 1997
Leandro Donatti Curitiba 
O PMDB fechou acordo político ontem com o PT, PPS, PC do B, PCB e PSN, para a formação da frente única de oposição ao governador Jaime Lerner (PFL), em 98. O PSDB do presidente da Telepar, ex-governador Álvaro Dias, voltou a ser sondado. Representantes do PC do B e do PPS conversaram ontem com o presidente estadual tucano, Hélio Duque. O PDT, que até o momento participou das costuras em torno da frente, não garante ainda participação. O partido estaria disposto a seguir a orientação nacional de não coligar com o PSDB. A permanência só estaria garantida caso o namoro com os tucanos não evolua.
A idéia dos partidos de oposição é deixar a definição da chapa majoritária que vai concorrer às eleições em 98 para abril do ano que vem, período pré-convencional. Até lá, o PMDB continuaria defendendo a indicação o nome do senador Roberto Requião (PMDB) para a sucessão de Lerner; o PT, o do ex-prefeito de Londrina Luiz Eduardo Cheida; e o PSDB - em caso de adesão - o do ex-governador Álvaro Dias. O que precisamos é discutir um plano alternativo de governo, frisou ontem o presidente do PT, Pedro Tonelli. Ele disse que o grupo oferece as mais variadas opções para os eleitores: O Cheida é a novidade; o Requião, o experimentado; e o Álvaro, o soft.
O ingresso do PSDB é colocado como ponto fundamental para a consolidação do PMDB na frente de oposição, esclareceu o presidente em exercício, Milton Buabssi. Para ele, o projeto eleitoral tem de se firmar no âmbito estadual, já que uma aproximação entre tucanos e os partidos tidos como de esquerda parece improvável na briga presidencial. O que está nos unindo é uma frente contra o governador, reforçou. Buabssi afirmou que isso não quer dizer que o partido vai se omitir de discutir a questão neoliberal, o ponto central das críticas dos partidos de esquerda. O presidente do PDT, Nelton Friedrich, discorda da teoria. Ele disse que não há como desconectar as questões estadual e federal. A nossa posição é bastante clara. Somos anti-FHC. Achamos essa conversa com a cúpula tucana (ocorrida ontem) inoportuna, avaliou. Friedrich, no entanto, não fecha questão. Ele comentou que pode, numa costura mais adiante, haver nova consulta junto ao comando do PDT nacional sobre a amplitude do leque de alianças nos estados.
A frente de oposição a Lerner pretende fazer a primeira aparição em público, no dia 15 de dezembro, em Curitiba. O grupo se reúne para discutir o tema Neo-liberalismo, o caminho da exclusão. Alternativas para o Paraná e para o Brasil.


