Seis depoentes chegaram à CPMI com habeas corpus
Curitiba - A abertura dos trabalhos da CPMI foi confusa ontem. Os advogados entregaram uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) concedendo habeas corpus para que seis depoentes fossem transformados em réus, podendo assim os mesmos invocar o direito de permanecer em silêncio. A liminar permitiu ainda a intervenção dos advogados durante os depoimentos. O deputado federal José Mentor (PT-SP) acolheu a liminar e disse que somente permitiria que os advogados fizessem intervenções para solicitar que seus clientes não falassem.
A decisão causou revolta de alguns advogados. O defensor do ex-presidente do Banco Araucária Alberto Dalcanale Neto, Rolf Koerner Júnior, prometeu representar Mentor na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) por descumprimento de ordem judicial. ''Ele está ferindo os direitos dos advogados'', reclamou Koerner, lembrando que Mentor também é advogado e tem a inscrição ativa em São Paulo. Outro requerimento não foi acatado por Mentor e foi enviado à CPMI pela OAB do Paraná. O requerimento pedia que o habeas corpus fosse estendido para todos os depoentes. Mentor indeferiu. O advogado Renato Cardoso de Almeida Andrade ficou irritado com a decisão e protestou em plenário. ''A OAB do Paraná também vai representar contra ele. Ele deveria zelar pelos advogados'', reagiu. (L.P.)





