CabulOficiais da segurança do governo provisório assassinaram o ministro de Aviação e Turismo Abdul Rahman, anunciou o presidente em funções no Afeganistão, Hamid Karzai. Em declaração lida pelo ministro da Cultura, Sayed Rahim, Karzai disse que quatro pessoas haviam sido detidas, entre elas dois generais das forças de segurança. Outros três teriam fugido para a Arábia Saudita junto com os afegãos que realizam sua peregrinação anual à Meca, acrescentou, precisando que havia pedido às autoridades sauditas para repatriarem os fugitivos.
Karzai explicou que o assassinato foi realizado ‘‘por motivos pessoais’’.
Abdul Rahmán tinha 48 anos e fazia parte da Aliança do Norte até que se exilou em Roma e passou a fazer parte do grupo de partidários do rei deposto, Mohamed Zahir Sha, exilado na capital italiana.
Em sua reunião de emergência, o governo interino do Afeganistão encarregou o ministro das Relações Exteriores, Abdulá Abdulá, do translado da família de Abdul Rahman, nascido em Nuristan (Nordeste), até a capital, para seu enterro no sábado. Alguns membros de sua família vivem na Suécia e outros em Nova Délhi. O acesso ao aeroporto internacional de Cabul esteve fechado durante todo o dia de ontem, comprovou a AFP. Na casa de Rhaman, familiares e amigos davam início aos funerais, enquanto o corpo permanecia no hospital militar de Wazir Akbar Jan.
Outro ataqueO presidente da companhia Ariana, Rohula Aman, também foi vítima de ataque, no aeroporto de Cabul, tendo sido resgatado por soldados da força multinacional, com base no aeroporto. Apesar disso, ele ainda estava hospitalizado ontem, informou um porta-voz oficial. As autoridades determinaram que alguns peregrinos seriam interrogados. Dois aviões com 890 fiéis partiram para Meca depois dos incidentes violentos.

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