Seguranças da AL se envolvem em briga com assessor de Curi
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quarta-feira, 23 de junho de 2010
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O projeto de resolução de autoria do presidente da Assembleia, Nelson Justus (DEM), que estipula o pagamento de gratificação para policiais militares que atuem na organização da Polícia Legislativa provocou uma confusão ontem. No fim da manhã pelo menos dois seguranças que trabalham na Casa se envolveram em uma briga com Lourival Vieira Júnior, chefe de gabinete do primeiro secretário da Assembleia, Alexandre Curi (PMDB), depois de discutir com ele por causa do projeto. Segundo Curi, os seguranças teriam empurrado e chutado o servidor.
A confusão terminou depois que policiais militares chegaram no local. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar (PM), os policiais estavam trabalhando no policiamento dos prédios do Centro Cívico quando foram avisados da briga na Assembleia. Funcionários da Casa que testemunharam a briga disseram que a discussão começou quando Júnior passou em frente a sala dos seguranças e foi provocado por um deles. Eles estariam descontentes com a possibilidade de contratação de PMs para atuar na segurança da Casa.
Houve também relatos de que o próprio deputado teria se envolvido na confusão. Em entrevista à FOLHA, no entanto, Curi negou ter presenciado a briga. ''Eu estava em votação, no plenário. Só fiquei sabendo da briga depois'', contou.
Segundo informações da PM, nenhum dos envolvidos quis prestar queixa. A assessoria de comunicação da Casa nega que tenha ocorrido agressões entre os funcionários e classificou o fato com o um grande mal entendido.
Já o presidente da Assembleia, Nelson Justus (DEM), informou à FOLHA que irá analisar a situação dos funcionários. ''Pelo menos uma suspensão para alguns devo determinar'', afirmou. Curi também defendeu punição aos seguranças envolvidos. ''Esse assunto está superado. O presidente deve tomar as medidas cabíveis nos próximos dias. Acho que cabe uma medida disciplinar'', disse.


