Segurança reforçada evita tumultos
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quarta-feira, 09 de julho de 1997
Agência Estado Brasília 
A Câmara dos Deputados preparou ontem um forte esquema de segurança para evitar novo tumulto na votação dos destaques da reforma administrativa. Todos os 160 seguranças da Casa foram convocados, além do reforço de 30 policiais militares. O acesso às dependências da Câmara ficou restrito aos deputados, aos funcionários da casa e a pessoas com senha para as galerias do plenário.
Sem conseguir senha para todos os manifestantes, o presidente da Central Única dos Trabalhadores do DF (CUT/DF), José Zunga, decidiu comandar um ato de protesto em frente a uma das entradas da Câmara. Fizeram o enterro simbólico do presidente Fernando Henrique Cardoso, com caixão, velas, apitos e palavras de ordem. Os cerca de 50 manifestantes criticaram a reforma administrativa e a falta de acesso à Câmara. A Casa é do povo e o povo não entra, repetiam. Os prefeitos que vieram a Brasília protestar contra a votação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) tiveram problemas no acesso, mas conseguiram entrar.
Ministros Apesar da recomendação do presidente Fernando Henrique Cardoso para que os ministros se mudassem para o Congresso durante as votações, nenhum deles foi visto circulando ou convencendo parlamentar a votar a favor da reforma administrativa. Alguns despacharam com parlamentares nos gabinetes ou mantiveram contato pelo telefone, como o dos Transportes, Eliseu Padilha; da Previdência, Reinhold Stephanes, e do Planejamento, Antônio Kandir. Dos governadores, apenas o governador do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB), foi conversar com sua bancada.
O ministro da Administração, Bresser Pereira, cuja pasta era a maior interessada na votação de ontem, está em viagem particular à Europa e só volta no próximo dia 20. O ministro da Justiça, Íris Rezende, que assumiu o cargo prometendo reforçar a articulação política com o Congresso e garantir os votos do PMDB, também viajou, só que a trabalho. Está em Portugal, participando de um encontro sobre segurança que debate o combate ao crime organizado. O ministro da Agricultura, Arlindo Porto, foi no início da tarde para seu Estado, Minas Gerais.


