Segurança mundial em debate
PUBLICAÇÃO
domingo, 03 de fevereiro de 2002
France Presse 
BerlimA Otan, Estados Unidos, Rússia, União Européia (UE) e Ásia Central redefinirão sua contribuição para a segurança mundial depois dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos durante a Conferência anual internacional sobre a segurança, que começou ontem e termina hoje, em Munique. O novo papel da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) será tema predominante nos debates.
A Otan, que foi deixada à margem pelos Estados Unidos depois dos atentados e obrigada a desempenhar um papel secundário apesar de suas reiteradas ofertas de serviços, se vê obrigada a acelerar sua transformação.
Depois de ter defendido sempre a força militar da Aliança, agora Washington espera dela principalmente uma solidariedade política incondicional. O secretário geral da Aliança, o britânico George Robertson, não entende assim e está determinado a compartilhar o peso para não ficar como um pigmeu militar.
A Conferência acontece pouco depois da decisão do presidente Bush de aumentar o orçamento norte-americano da Defesa para 2003 em 48 bilhões de dólares, mais 15% em relação ao de 2002, principalmente para investir em um sistema de defesa antimísseis. Muitos países europeus se mantêm reservados, temendo uma corrida armamentista e o aumento de poder dos Estados Unidos, destacou o especialista em segurança da Sociedade Alemã para Política Estrangeira, Frank Umbach.
A ampliação da Otan, que também figura no programa de Munique, é indissociável de sua transformação, pois a adesão de novos países do Leste europeu implica uma perda de influência em nível militar.
Manifestantes pacifistas provocaram alguns confrontos, na noite de quinta-feira, com a polícia, em Munique. Pelo menos 4 deles foram presos.


