Segurança morto em 97 também estaria envolvido
James Alberti
De Curitiba
O nome do segurança Rogério de Macedo Postareck, que trabalhava para o deputado estadual e presidente da Assembléia Legislativa Aníbal Khury (falecido em agosto), e foi assassinado em 14 de maio de 97, em Ortigueira, também acabou envolvido com operações de tráfico de drogas. O comerciante Wellington do Carmo, 35 anos, apontado como traficante em depoimentos dados à CPI do Narcotráfico, disse ter vendido dois telefones celulares que teriam sido usados para esquema de compra de drogas. Um dos aparelhos, disse, era usado à época por Postareck.
A história foi contada por Wellington do Carmo numa ligação telefônica que interrompeu a entrevista coletiva que o advogado Antônio Pellizzetti dava anteontem à imprensa. Pellizzetti foi acusado nos depoimentos à CPI de ser responsável por um esquema de pagamento de propinas dos desmanches de carros roubados para investigadores e delegados da Polícia Civil. O advogado nega a acusação.
Ao telefone, Wellington do Carmo disse que teria sido prejudicado pelo fato dos aparelhos celulares que vendeu terem sido supostamente usados na compra de cocaína de um traficante do Mato Grosso. Por esta razão, o comerciante garante que acabou virando refém dos policiais Rogério Pencai e Robson, que trabalham na Força Especial de Repressão Antitóxico (Fera). Segundo Carmo, os policiais o obrigaram a pagar somas em dinheiro para não incriminá-lo.
Os nomes dos policiais da Fera já haviam sido mencionados em depoimentos feitos à CPI, mas a delegada Leila Bitencourt se empenhou em descartar o envolvimento dos subordinados. O agente Penkai pediu para se defender perante a comissão parlamentar, o que não ocorreu por falta de tempo.
Apesar de citar o nome de Postareck, Carmo não avançou nas acusações que pudessem envolver o segurança. Postareck foi morto em Ortigueira (113 km ao sul de Apucarana), numa propriedade do ex-prefeito da cidade de Mauá da Serra, Inácio Mendes Filho, conhecido por Inacinho. O prefeito e seus irmãos Izonei José Santana e Izaías José Santana foram acusados do crime. Conforme inquérito policial, Postareck foi morto quando tentava cobrar uma dívida contraída por Inacinho durante campanha política.





