Uma das poucas cobranças que Íris Rezende enfrenta na campanha junto à população goiana e aos eleitores em geral está relacionada com a questão da segurança pública. Nos últimos anos, Goiás foi palco de rebeliões de presos, mortes em conflitos agrários - que não tiveram grandes repercussões - e, mais recentemente, a morte de um prefeito no interior do Estado. O crime não tinha sido elucidado até o final da semana. Quando ministro da Justiça, liberou verbas para construir presídios, mas não atacou de frente o policiamento nas cidades.
Por sua força eleitoral, Íris detém quase o poder total da política goiana. Tanto é, que sua mulher Íris Araújo - coincidentemente o mesmo nome - é a primeira suplente de Maguito Vilela, com direito a ter seu nome em toda propaganda eleitoral do candidato.
O irmão, Otoniel Machado, é seu primeiro suplente no Senado. Machado também ganhou a coordenador da campanha do presidente Fernando Henrique Cardoso no Estado, para desespero de Marconi Pirilo.
O candidato do PSDB até que tentou mudar os rumos das coisas em Goiás. Durante uma visita, na semana passada, ao comitê de campanha do presidente Fernando Henrique Cardoso fez uma manobra: convocou jornalistas para denunciar que o candidato do PMDB, Íris Rezende, estava aliciando prefeitos. As denúncias desagradaram os assessores de Fernando Henrique Cardoso e Pirilo sofreu um puxão de orelhas em Brasília.
(A.E.)

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