Segurança diz que intenção não era ofender vereador
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quarta-feira, 07 de abril de 2004
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
Chateação e uma certa vergonha. Foi o que o segurança Genival dos Santos Barros, 43 anos, sentiu quando leu ontem na Folha que o vereador Leonilso Jaqueta (PMDB) encaminhou um requerimento à Mesa Executiva da Câmara de Vereadores solicitando uma representação criminal contra ele por suposto crime de calúnia, difamação e injúria. Em enquete publicada na Folha no último sábado sobre a redução do número de vereadores, Barros declarou que ''É correta a diminuição porque eles só roubam dinheiro (...) Vamos economizar para investir em outras coisas que estão precisando, como a saúde''.
''Foi a minha maneira de expressar porque a gente está cansado dessa situação. Falei de modo geral e não quis ofender ninguém'', disse Barros. Ele acrescentou que, como trabalhador, se sente insatisfeito com a situação do Brasil. ''A gente sofre muito nesse País. É tanta corrupção, dinheiro desviado, tantas coisas faltando como saúde, educação e atendimento aos idosos, por tudo isso é que utilizei a expressão roubo'', definiu.
Várias pessoas ''brincaram'' com Barros durante o dia, salientando que ele estava ''famoso'' por ser citado no jornal. ''Fiquei um pouco envergonhado, já são 34 anos de Londrina e me acontece um negócio desses'', lamentou. Casado e com uma filha de 16 anos, o segurança ainda não sabia se sua família já tinha lido a notícia. ''Vou saber quando chegar em casa, mas acredito que já tenham visto.'' Barros disse ainda que os vereadores são o braço direito da cidade. ''Eles estão lá para representar a gente e acho que precisariam mostrar mais o serviço para a população'', analisou.
Surpreso com a repercussão da informação, Barros ainda se desculpou: ''Se eu errei, eu peço desculpas, mas não quis ofender nenhum vereador''. Além de Jaqueta, os vereadores Félix Ribeiro (PMN), Jamil Janene (PDT), Nelson Cardoso (PT), Carlos Bordin (PP), Flávio Vedoato (PSC) e João Abussafi (PMDB) assinaram o requerimento.
O procurador jurídico da Câmara, João dos Santos Gomes Filho, informou ontem que estava com uma ''dúvida técnica'' em relação ao requerimento e que somente hoje, durante a sessão, é que se reuniria com a Mesa Executiva da Casa para definir o encaminhamento da questão.


