A Po­lí­cia Fe­de­ral (PF) foi acio­na­da pe­lo go­ver­no e já in­ves­ti­ga os ata­ques de
hac­kers que der­ru­ba­ram ou in­va­di­ram ao me­nos oi­to si­tes de ór­gãos fe­de­rais na úl­ti­ma se­ma­na. Os al­vos ­mais re­cen­tes fo­ram o Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de Geo­gra­fia e Es­ta­tís­ti­ca (IB­GE) e o Mi­nis­té­rio da Cul­tu­ra. Não há in­for­ma­ção se da­dos des­ses si­tes fo­ram rou­ba­dos. A on­da de ata­ques alar­dea­da pe­los hac­kers te­ria afe­ta­do tam­bém si­tes da Pre­si­dên­cia, Pe­tro­bras, Re­cei­ta, do Mi­nis­té­rio do Es­por­te, do Se­na­do e o por­tal Bra­sil. ­Além de or­ga­ni­za­rem ­ações pa­ra so­bre­car­re­gar os sis­te­mas e, as­sim, ti­rar as pá­gi­nas do ar, os gru­pos ­Lulz Sec e Anony­mous di­vul­ga­ram da­dos su­pos­ta­men­te re­co­lhi­dos du­ran­te os ata­ques. Tan­to o Mi­nis­té­rio do Es­por­te quan­to a Pe­tro­bras in­for­ma­ram que não fo­ram rou­ba­das in­for­ma­ções de usuá­rios, co­mo se­nhas e e-­mails di­vul­ga­dos pe­los in­va­so­res. En­quan­to o Es­por­te clas­si­fi­cou a in­va­são de ‘‘­perimetral’’, a Pe­tro­bras ne­ga vio­la­ção de sua re­de. O Ser­vi­ço Fe­de­ral de Pro­ces­sa­men­to de Da­dos (Ser­pro) afir­ma que não acom­pa­nha­va os gru­pos de hac­kers res­pon­sá­veis pe­los ata­ques. An­tes da in­va­são, po­rém, ha­via um ‘‘­alerta’’ so­bre pos­sí­veis ­ações em pá­gi­nas bra­si­lei­ras. Pa­ra ten­tar ras­trear os pi­ra­tas vir­tuais, a PF vai ­usar o sis­te­ma I2, que, se­gun­do po­li­ciais, per­mi­te cru­zar da­dos e re­fa­zer os pas­sos de ­quem ­usou ou en­trou nu­ma de­ter­mi­na­da re­de de com­pu­ta­dor. A ­maior di­fi­cul­da­de da PF, con­tu­do, é ti­pi­fi­car co­mo cri­me a ­ação dos hac­kers. Não há no Có­di­go Pe­nal ne­nhum ar­ti­go es­pe­cí­fi­co pa­ra pu­nir aces­so sem au­to­ri­za­ção em re­des de com­pu­ta­do­res. In­ves­ti­ga­do­res ou­vi­dos pe­la re­por­ta­gem afir­mam que es­tão fa­zen­do ‘‘­malabarismo’’ pa­ra en­qua­drar in­va­so­res no cri­me de ‘‘aten­ta­do a ser­vi­ço de uti­li­da­de ­pública’’. Des­de 1999, o Con­gres­so ten­ta apro­var sem su­ces­so pro­je­to que pre­vê re­clu­são de um a ­três ­anos, ­mais mul­ta, pa­ra ­quem in­va­de re­des.

● Originário do inglês, o termo é utilizado para determinar indivíduos que elaboram e modificam software e hardware de computadores. Popularmente, a expressão designa programadores maliciosos e ciberpiratas que agem com o intuito de violar ilegal ou imoralmente sistemas cibernéticos


● É uma empresa pública, vinculada ao Ministério da Fazenda, criada em 1º de dezembro de 1964. Seu objetivo é modernizar e dar agilidade a setores estratégicos da Administração Pública brasileira com serviços de tecnologia da informação e de comunicações

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