O lugar de Jader no Senado será ocupado pelo segundo suplente Fernando de Castro Ribeiro. Ex-deputado estadual e amigo de Jader, Ribeiro comunicou ontem à Secretaria-Geral do Senado que assumirá, na segunda-feira, os 16 meses restantes do mandato. A vaga deveria ser ocupada pelo primeiro suplente e pai de Jader, Laércio Barbalho, mas aos 83 anos e com a saúde debilitada, ele preferiu se resguardar, até porque é citado pelo Ministério Público (MP) como um dos beneficiários de recursos desviados do Banpará.
As acusações contra Ribeiro são mais graves, mas a idéia de rejeitar o mandato - segundo seus amigos - jamais lhe passou pela cabeça. Além de que, fora o pai, ele é a única pessoa em quem Jader demonstra confiar plenamente. Ribeiro é citado 17 vezes no relatório do Banco Central sobre o desfalque do Banpará. A soma do dinheiro que ele teria recebido é de R$ 447 mil. O MP suspeita que o sucessor de Jader seja um de seus ''laranjas''.
Senadores do PMDB mais ligados a Jader pediram que ele renunciasse na última quarta-feira, após se defender na Comissão de Constituição e Justiça. Seria uma forma de encurtar o desgaste do partido. Jader alegou que não poderia antecipar a decisão, enquanto houvesse a mínima chance de salvar seu mandato.
Outra alegação do ex-presidente do Senado aceita pela bancada foi a de que seria mais fácil para ele atrair novos filiados para o PMDB - o prazo de filiação termina sábado - sem abrir mão do cargo de senador. Enquanto ele não se decide, o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) disse que vai preparar o parecer sobre a abertura do processo por quebra de decoro ''como se estivesse tudo normal''.

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