Curitiba - O segundo colocado na disputa pela Prefeitura de Tibagi (101 km ao norte de Ponta Grossa), José Tibagy de Mello (PTB), o ''Zezito'', foi diplomado anteontem pela Justiça Eleitoral local como prefeito da cidade. O peemedebista Sinval Silva, que obteve o maior número de votos no pleito, teve seu registro de candidatura cassado pela Justiça Eleitoral de Tibagi por suposta compra de voto e chegou a recorrer contra a decisão ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Estado, mas, até agora, o mérito da sua contestação ainda não foi analisado. Silva obteve 4.552 votos, contra 3.590 do adversário, num universo de quase 14 mil eleitores.
A Justiça Eleitoral de Tibagi informou que a diplomação ocorreu independente dos recursos do peemedebista. Durante a cerimônia, contudo, houve uma ressalva com relação à possibilidade de mudança futura.
A assessoria de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, informou que os juízes eleitorais têm autonomia para decidir sobre a diplomação dos vencedores. A assessoria de imprensa reforçou, contudo, que, em casos como o de Tibagi, quando o candidato mais votado teve o registro cassado, há uma recomendação para que os juízes eleitorais aguardem o julgamento de uma consulta que tramita no TSE. (Leia boxe)
Suposta compra de voto
Em entrevista ontem à Reportagem, Sinval Silva, que é o atual prefeito da cidade, disse que está confiante na reforma da sentença pelo TRE. A decisão do juiz eleitoral de Tibagi João Batista Neto que resultou na cassação do registro do peemedebista foi tomada com base numa representação assinada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). O MPE alega que, em período de campanha eleitoral, ele teria doado uma casa a uma moradora, daí a suposta compra de voto.
''Era uma adolescente que ficou grávida e foi expulsa da sua casa. Fizemos um barraco de 20 metros quadrados através da Secretaria Municipal de Ação Social. Não negamos o fato, mas não há crime. A oposição é que deu uma conotação eleitoral'', argumentou Silva.
O mérito da ação cautelar deve ser julgado antes da posse do prefeito municipal, marcada para o primeiro dia de 2009. A previsão é da defesa do peemedebista e também do próprio juízo eleitoral de Tibagi.

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