Segundo Barros, nova eleição deve ser realizada em março
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
O ''terceiro turno'' das eleições municipais de Londrina deve acontecer na primeira quinzena de março - disse ontem o deputado federal e presidente estadual do PP, Ricardo Barros. Interlocutor de Antonio Belinati (PP) desde 28 de outubro, quando o prefeito eleito teve o registro de candidatura cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Barros afirmou que a estimativa lhe foi repassada ontem pelo próprio presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Jesus Sarrão.
''A tendência é que ele siga a recomendação do TSE. Como a lei fala em 40 dias para realização da eleição, vai dar perto de 10 de março mesmo'', disse Barros à FOLHA - após conversa mantida com Sarrão. Os dois domingos mais próximos desta data caem em 8 e 15 de março.
Barros considerou, porém, que a convocação do pleito sem decisão final sobre o recurso que Belinati vai impetrar no Supremo Tribunal Federal (STF) é uma ''grande trapalhada''.''Acho que é um açodamento desnecessário.''
Belinati confirmou ontem que vai recorrer até a última instância para forçar a suspensão do pleito. Ele já entrou com recurso na 41 Zona Eleitoral e vai insistir nas instâncias superiores se o recurso for negado. Pelas declarações do presidente do TRE ontem à FOLHA, a Justiça Eleitoral não vai aguardar o julgamento destes recursos para convocar as eleições. ''Mas eu vou lutar enquanto puder para fazer valer a vontade do povo'', afirmou Belinati.
Indefinição
O procurador jurídico da Prefeitura de Londrina, Nilso Paulo da Silva, esteve ontem no TRE para especular o prazo de duração da atual administração. Nilso conversou com o diretor-geral do Tribunal, Ivan Gradowski, mas não obteve uma posição oficial sobre a data das novas eleições. ''A relatora deve julgar monocraticamente os recursos (mandados de segurança) e encaminhar a convocação das eleições para o plenário. A postura hoje é de chamar as eleições'', disse.
A indefinição das eleições ''é ruim para todo mundo e para a interinidade'', avaliou. ''A administração fica sem saber qual o prazo, o que dificulta a tomada de decisões, inclusive de manutenção do dia a dia.'' O procurador deve repassar hoje as informações ao prefeito interino, José Roque Neto (PTB).


