Brasília - A posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atraiu um público bem menor do que há quatro anos, quando ele assumiu a Presidência da República pela primeira vez. Grande parte das pessoas que foram à Esplanada dos Ministérios chegaram a Brasília em ônibus alugados pelo PT, partido do presidente. Eram poucos os turistas ou pessoas que foram espontaneamente acompanhar a solenidade.
  Além da diminuição do interesse pelo segundo mandato, a forte chuva que caiu na capital federal desde a noite do dia 31 afastou o público do evento. Minutos antes do início da cerimônia, dirigentes do PT estimavam que somente de 5 mil a 10 mil pessoas estavam na Esplanada. Em uma das tendas instaladas no gramado da Esplanada dos Ministérios foi colocada a faixa ‘‘Somos milhões de Lulas’’. No entanto, no interior da tenda, havia no máximo 20 pessoas. Na tenda da organização, o que mais se via eram ambulantes, que buscavam abrigo da chuva.
  Para tentar animar o público enquanto a chuva caía, dirigentes do partido gritavam frases de incentivo: ‘‘É o Brasil inteiro na posse do companheiro Lula.’’ Mas organizadores do evento reconheciam que ‘‘a chuva deu uma grande prejudicada’’.
  O público também estava menos emocionado do que na posse de 2003. Ao contrário do que ocorreu naquele ano, não foram vistas hoje pessoas chorando. Por volta das 15h45, quando Lula finalmente entrou no Rolls Royce presidencial, os organizadores ensaiaram coros como ‘‘Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula.’’. Pouca gente aderiu. Diante disso, começou a tocar o hino nacional.
  Nem mesmo a venda de material vingou. Nas banquinhas instaladas ao longo da Esplanada dos Ministérios, vendedores admitiam que o movimento estava bem abaixo do esperado.

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