A investigação sobre propaganda eleitoral irregular em três escolas estaduais de Ivaiporã (110 km ao Sul de Apucarana) foi encaminhada para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em Curitiba. O crime eleitoral foi constatado, in loco, por dois juízes da comarca, um promotor, além de oficiais de justiça, três dias antes do segundo turno. Os panfletos distribuídos nas escolas Barão do Cerro Azul, Barbosa Ferraz e Bento Mussurunga, faziam alusão ao governador reeleito, Roberto Requião e ao vice Orlando Pessuti, ambos do PMDB.
Os diretores das três escolas foram detidos durante as diligências e ouvidos em Termo Circunstanciado, porque se trata de crime de menor potencial ofensivo. A chefe do Núcleo Regional de Ensino, Onélia Pessuti - irmã do vice-governador - foi indicada por funcionários como líder da ação. A Polícia Civil também lavrou Termo Circunstanciado contra ela durante depoimento na semana passada. A Justiça Eleitoral marcou a primeira audiência do caso para meados de dezembro.
O delegado Gustavo Bianchi afirmou que funcionários das escolas confirmaram em depoimento que a ordem da panfletagem partiu da direção do Núcleo.
De acordo com o promotor Cléverson Tozatte, o processo vai prosseguir em duas frentes. ''Uma parte segue para o Procurador Eleitoral, em Curitiba, tomar providências cabíveis no que tange ao registro de candidatura'', explicou. ''Já os diretores, que não são candidatos, e a professora Onélia Pessuti, vão responder no Fórum de Ivaiporã''.
A chefe do Núcleo, que não foi localizada pela Folha no dia seguinte à apreensão, negou participação na propaganda eleitoral em recinto escolar. ''Isso não partiu de nós, acredito que alguém fez propositalmente como armadilha'', afirmou.

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