O atual estacionamento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - Subseção Londrina, ao lado do Fórum (Centro Cívico), é a sugestão de alguns juízes como área alternativa à instalação da nova sede da Justiça do Trabalho na cidade. O local, cedido à entidade para concessão de uso em setembro de 1997, foi a sugestão apresentada ontem a representantes do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 9 Região por membros de uma comissão formada para analisar propostas de transferência. O detalhe é que o TRT precisa da definição até 30 de junho, caso contrário, Londrina perde a verba federal de R$ 2,1 milhões empenhada para essa finalidade.
A sugestão do estacionamento da OAB foi levantada na primeira reunião da comissão, formada em audiência pública realizada na Câmara na última sexta-feira. A meta do grupo é estabelecer possíveis pontos de instalação da nova sede da Justiça trabalhista, uma vez que o setor tem mostrado resistência à decisão do TRT, que decidiu há mais de dois anos pelo barracão do Instituto Brasileiro do Café (IBC), na Zona Leste da cidade. O atual prédio, na Avenida São Paulo (Centro), está saturado com o volume de processos e pessoal e, pelo que já indicaram especialistas do setor de Engenharia, não comporta novas varas.
Apoiada por setores da sociedade civil, a OAB local é a entidade que mais tem reclamado do barracão que em décadas passadas armazenou grãos de café. A justificativa é que o IBC é ponto de difícil acesso à população; os altos custos de uma adequação necessária também são pontos de debate, como contraponto à construção de uma nova sede, por exemplo.
Além da comissão, participaram da reunião ontem de manhã, na OAB, o diretor-geral do TRT, Osman César Bozzo, e o diretor da Secretaria Administrativa do Tribunal, Sandro Alencar Furtado. De acordo com a assessoria de imprensa da ordem, Bozzo e Furtado alertaram que todos os encaminhamentos para licitação da construção da nova sede têm de ser iniciados até a próxima segunda-feira, a fim de que todo o processo seja concluído até 30 de junho. Caso contrário, Londrina perde o dinheiro empenhado pela União.
A OAB vai começar a organização dos papéis necessários, mas a decisão em ceder ou não o estacionamento será aprovada em assembléia marcada para a quarta-feira (14). Ainda assim, a presidência do TRT terá de dar o aval.
Segundo o secretário-executivo da subseção da ordem, Eliton Araújo Carneiro, só a assembléia definirá o posicionamento final. Mesmo assim, ele teme pelo aumento do número de veículos que possa ser gerado com a construção da nova sede ali. ''O fluxo na região já é considerável, e com essa medida, mais a construção do anexo do Fórum, pode ser que o tráfego piore'', analisou.
Apesar de não definir ainda uma postura antes da assembléia, Carneiro adiantou que, a princípio, os advogados não são contrários à cessão do estacionamento, ''desde que o novo empreendimento do tipo seja ali nas proximidades''.
O procurador-geral do Município, Mauro Yamamoto, que integra a comissão, acredita que a OAB aceitando a proposta de ceder o imóvel, nem será necessário projeto de lei do Executivo revogando a concessão de uso. ''Está para vencer a concessão de uso'', disse, negando que haja outra possibilidade de terreno para esse fim nas proximidades.

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