Curitiba - A Secretaria de Estado de Comunicação Social (SECS) informou ao deputado estadual Marcelo Rangel (PPS) que a pasta não encontrou emissão de PADV referente à nota publicada no último dia 22 de junho na capa de um jornal de Ponta Grossa, base eleitoral do pepessista. Na nota, de autoria da SECS, é dito que as duas rádios de propriedade de Rangel teriam recebido mais de R$ 1 milhão durante a gestão do Jaime Lerner, de 1995 a 2002, referente a publicidade e propaganda. Rangel nega que tenha recebido a quantia e acrescenta que uma das rádios ainda não era de sua propriedade durante o período mencionado. A emissão do PADV - documento que autoriza a veiculação - seria obrigatório.
Na época, Rangel afirmou que se tratava de uma ''retaliação'', em função das denúncias que apresentou contra a SECS, e entrou com ações judiciais contra o Executivo. Outra medida tomada por Rangel foi a de solicitar à SECS a cópia do PADV referente à nota. A resposta da SECS foi dada anteontem através de um ofício.
''Eles não emitiram PADV porque isso dá cassação. Não se pode fazer retaliação política com dinheiro público'', criticou Rangel, lembrando que, em junho, o líder do Governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), chegou a dizer no plenário da Assembléia que, com base em documentos oficiais da SECS, a pasta teria pago R$ 500,00 pela publicação da nota. Ontem, Rangel distribuiu à imprensa cópias da nota taquigráfica do Legislativo na qual consta a declaração do peemedebista.
Romanelli confirmou, ontem, que se baseou em documentos oficiais da SECS. ''Ou há uma desinformação interna ou eles pagaram a nota de outra forma. De fato, a resposta dada ao deputado Rangel contradiz o documento oficial que eu tinha em mãos. Não sei o que houve'', admitiu Romanelli. A reportagem ligou para a SECS, ontem, mas não conseguiu contato com o secretário da pasta, Airton Pisseti, que estaria fora para uma reunião. (C.S.)

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