Secretários têm críticas à nova lei
Embora reconheçam que a LRF é benéfica para moralizar a administração pública, secretários municipais não dispensam críticas à nova legislação. Estamos respeitando a lei, mas ela comete algumas injustiças sociais, afirma o secretário da Fazenda de Maringá, Ênio Verri. Segundo ele, a lei obriga as prefeituras a priorizar suas receitas com o pagamento de dívidas com bancos. Áreas como Saúde e Educação podem ser afetadas pois o comprometimento da receita com juros é muito grande, diz.
Se seguir os mandamento à risca, Verri diz que a máquina pública pára em Maringá. Recebemos uma dívida de R$ 220 milhões, mas como vou pagar isso se a arrecadação anual chega a R$ 110 milhões?, questiona. Nas duas primeiras semanas de abril, o secretário disse que todos os recursos gerados pela arrecadação de ICMS nem entraram nos cofres do município. Pela LRF, já foram empenhados para quitar dívidas com prestadores de serviço.
O secretário da Fazenda de Londrina, Paulo Bernardo, acha que a lei precisa ser flexibilizada. Ela limita a concessão de empréstimos. No futuro isso deve ser revisto, comenta. Outra limitação são os convênios com entidades filantrópicas. A questão da área social precisa ser levada em conta para não engessar o atendimento que é dado pelo poder público, afirma. Bernardo diz que até agora a nova legislação não teve consequências positivas.
Já a nova administração de Foz do Iguaçu criou a secretaria de Controle e Gestão Fiscal, para disciplinar os gastos públicos e adequar o município à legislação. A titular do cargo Maria Letizia Abatte Fiala tem poderes para vetar qualquer tipo de despesa, mas confessa que enfrenta resistências dentro da própria administração para impor limites e adequar a prefeitura à LRF. (D.V.)





