Secretários se reúnem com bancada
Patrícia Zanin
De Londrina
Os secretários de Estado da Fazenda e de Governo, Giovani Gionédis e José Cid Campêlo Filho, reúnem a bancada federal do Paraná amanhã, em Brasília, para pedir o apoio político dos deputados na antecipação dos royalties de Itaipu. O encontro será durante um almoço. O governador Jaime Lerner (PFL) também estará em Brasília amanhã, mas, segundo sua assessoria, não tratará da questão dos royalties e sim da proposta de destinar a arrecadação integral da inspeção veicular para ciência e tecnologia. Lerner deve, porém, reforçar as costuras iniciadas por sua equipe na semana passada.
Segundo Cid Campêlo, o governador faz a parte política e os secretários a parte técnica. O encontro com os deputados, segundo ele, está sendo realizado a pedido de Lerner. Esperamos o apoio e o empenho de toda a bancada para atendimento ao pleito solicitado junto ao governo federal, explicou. Cid Campêlo acredita na liberação dos recursos. Quando vai sair não sei, mas as chances são boas.
De acordo com o coordenador da bancada do Paraná, deputado José Borba (PMDB), os parlamentares estão sensibilizados com a situação delicada das finanças do Estado. Cada região busca suas alternativas e nós temos os royalties. Como o governo está sem dinheiro nenhum para investimento e dificuldade até na folha, alguma coisa tem de ser feita, defendeu. Para ele, a antecipação dos royalties não deixa de ser uma alternativa.
Borba não quis adiantar o posicionamento da bancada para a reivindicação do governo, mas disse que os parlamentares vão fazer o seu papel. Via de regra, a bancada tem obrigação de defender os interesses de seus estados. Ano político sempre tem um ou outro racha, mas acho que o governo federal vai olhar com carinho o pleito, já que dos 30 deputados, 23, no mínimo, sempre votam a favor do governo. Resta agora a bancada ser convencida da utilização e da necessidade do dinheiro, explicou.
O vice-líder do governo na Câmara, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB), disse ontem que antes de tentar os royalties, o governo tem de demonstrar que está empenhado em combater o déficit público. Mostrando todas as contas públicas, a dívida, a despesa, para onde foi dinheiro da venda de ações da Copel e da Sanepar, fazendo uma prestação de contas completa eu poderia analisar e dar uma posição.
Hauly disse que, em princípio, a antecipação parece uma coisa terrível contra o Estado. Vemos um endividamento crescente, assustador e é preocupante, emendou. Mas ele admite empenho na análise do assunto. Já que o governo está procurando para conversar e precisa de ajuda, é sinal que quer uma discussão pública e é hora de um grande debate que interessa não só à classe política, mas à toda sociedade.
Tucanos como o ex-governador Alvaro Dias e o senador Osmar Dias, além dos ex-governadores José Richa e Roberto Requião já criticaram o pleito do Paraná. Para Hauly, as lideranças não podem desperdiçar a oportunidade de analisar o tema.





