Pelo menos dois secretários de Estado deixam o governo até o final do mês para assumir postos na campanha pela reeleição do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL). David Campos, da Comunicação, e Gerson Guelmann, da chefia de Gabinete do governador, já acertaram seus desligamentos diretamente com o governador Jaime Lerner (PFL). Os secretários vão desempenhar papéis-chave no staff de Taniguchi.
O ex-secretário da Comunicação e atual assessor especial do governo, Jaime Lechinski, é o nome mais cotado para assumir temporariamente a função de David Campos. Lerner ainda não definiu se nomeia alguém para responder pela pasta de Guelmann. ‘‘O nosso grupo já toca de ouvido, não precisa mais de partitura. Sempre nos unimos nas campanhas’’, disse Guelmann ontem. Esta será a 14ª vez que o secretário trabalha para as campanhas dos aliados de Lerner. Guelmann foi um dos cabeças, por exemplo, da campanha do prefeito de Londrina, Antonio Belinati (PFL), em 1996.
O secretário do Governo de Curitiba, Marcos Isfer, também entregou o posto para assumir a coordenação da campanha de Taniguchi. Paralelamente, Isfer retoma as suas funções de deputado na Assembléia Legislativa. A volta de Isfer provoca nova ‘dança’ no Legislativo. O suplente Nelson Tureck (PFL), candidato a prefeito de Campo Largo, aposta numa licença médica de Albanor Gomes (PSDB) para permanecer como deputado até outubro. A saída de Isfer da prefeitura foi cercada de especulações. Antes de ser confirmado como coordenador da campanha, seu nome foi ventilado como potencial candidato a vice de Taniguchi. Ontem, Isfer disse que ficará mesmo no comando da campanha e que o PFL busca o seu vice em outro partido político.
O secretário estadual de Obras, Augusto Canto Neto, passou o dia negociando no Palácio Iguaçu. Canto Neto aventou a possibilidade de desincompatibilizar-se da função para concorrer à indicação do PTB à prefeitura, junto com os deputados Beto Richa e Ricardo Chab. Aliados de Lerner acharam melhor Canto Neto permanecer nos quadros do governo, num agrado ao PTB. O PFL tem esperanças de demover o PTB da idéia de lançar candidato próprio.
‘‘Entendo que o PTB possui outras opções e minha permanência na secretaria é mais benéfica para o partido num momento que existe compromisso com o governo de entregar penitenciárias industriais e as de segurança máxima, em parceria com a Secretaria da Justiça, construção de hemocentros em cidades-pólo, conclusão e readequação urgente de delegacias e distritos policiais (...)’’, consta na nota divulgada pela assessoria de Canto Neto.
A outra baixa detectada pelo governo Lerner não é para reforçar a campanha de Taniguchi, mas diz respeito ao processo sucessório de Maringá. A mulher do deputado federal Ricardo Barros (PPB), Cida Borghetti, deixa o escritório político do governo em Brasília para colocar-se como candidata a prefeita na cidade. Pela legislação eleitoral, termina hoje o prazo para as desincompatibilizações.

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