Secretários saem para fazer campanha
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quarta-feira, 31 de maio de 2000
Leandro Donatti De Curitiba 
Pelo menos dois secretários de Estado deixam o governo até o final do mês para assumir postos na campanha pela reeleição do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL). David Campos, da Comunicação, e Gerson Guelmann, da chefia de Gabinete do governador, já acertaram seus desligamentos diretamente com o governador Jaime Lerner (PFL). Os secretários vão desempenhar papéis-chave no staff de Taniguchi.
O ex-secretário da Comunicação e atual assessor especial do governo, Jaime Lechinski, é o nome mais cotado para assumir temporariamente a função de David Campos. Lerner ainda não definiu se nomeia alguém para responder pela pasta de Guelmann. O nosso grupo já toca de ouvido, não precisa mais de partitura. Sempre nos unimos nas campanhas, disse Guelmann ontem. Esta será a 14ª vez que o secretário trabalha para as campanhas dos aliados de Lerner. Guelmann foi um dos cabeças, por exemplo, da campanha do prefeito de Londrina, Antonio Belinati (PFL), em 1996.
O secretário do Governo de Curitiba, Marcos Isfer, também entregou o posto para assumir a coordenação da campanha de Taniguchi. Paralelamente, Isfer retoma as suas funções de deputado na Assembléia Legislativa. A volta de Isfer provoca nova dança no Legislativo. O suplente Nelson Tureck (PFL), candidato a prefeito de Campo Largo, aposta numa licença médica de Albanor Gomes (PSDB) para permanecer como deputado até outubro. A saída de Isfer da prefeitura foi cercada de especulações. Antes de ser confirmado como coordenador da campanha, seu nome foi ventilado como potencial candidato a vice de Taniguchi. Ontem, Isfer disse que ficará mesmo no comando da campanha e que o PFL busca o seu vice em outro partido político.
O secretário estadual de Obras, Augusto Canto Neto, passou o dia negociando no Palácio Iguaçu. Canto Neto aventou a possibilidade de desincompatibilizar-se da função para concorrer à indicação do PTB à prefeitura, junto com os deputados Beto Richa e Ricardo Chab. Aliados de Lerner acharam melhor Canto Neto permanecer nos quadros do governo, num agrado ao PTB. O PFL tem esperanças de demover o PTB da idéia de lançar candidato próprio.
Entendo que o PTB possui outras opções e minha permanência na secretaria é mais benéfica para o partido num momento que existe compromisso com o governo de entregar penitenciárias industriais e as de segurança máxima, em parceria com a Secretaria da Justiça, construção de hemocentros em cidades-pólo, conclusão e readequação urgente de delegacias e distritos policiais (...), consta na nota divulgada pela assessoria de Canto Neto.
A outra baixa detectada pelo governo Lerner não é para reforçar a campanha de Taniguchi, mas diz respeito ao processo sucessório de Maringá. A mulher do deputado federal Ricardo Barros (PPB), Cida Borghetti, deixa o escritório político do governo em Brasília para colocar-se como candidata a prefeita na cidade. Pela legislação eleitoral, termina hoje o prazo para as desincompatibilizações.


